O ministro da Economia, Castro Almeida, defendeu hoje que os apoios públicos às empresas devem ser direcionados para os setores mais dependentes da subida dos combustíveis, para limitar o impacto nos contribuintes.
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23/10/2026
por
Lusa
O ministro da Economia defendeu hoje que os apoios públicos às empresas, para compensar a subida dos combustíveis, devem ser concentrados nos setores que são mais dependentes, de forma a limitar o impacto nos contribuintes.
“Acho que o Governo está a tomar uma posição muito sensata e muito razoável nessa matéria, porque o apoio que se der é apoio que sai dos cofres públicos, do dinheiro dos contribuintes. Temos que ser muito rigorosos em dirigir o apoio onde ele realmente conta, onde ele faz diferença”, destacou Castro Almeida.
No final da assinatura da constituição do grupo de trabalho para elaboração do Código do Poder Local, que decorreu em Coimbra, o governante disse aos jornalistas que as ajudas devem privilegiar as empresas em que os custos dos combustíveis representam uma parcela significativa das despesas de produção.
No seu entender, a ausência de apoio a estas empresas poderá levar ao aumento dos preços finais dos produtos, designadamente nas prateleiras dos supermercados.
“O que não queremos é fazer repercutir nas prateleiras dos supermercados o aumento do preço do petróleo. Queremos evitar que isso aconteça ou minorar esse risco e é por isso que dirigimos muito os apoios às empresas que dependem muito dos preços do petróleo”, declarou.
Para o ministro da Economia e da Coesão Territorial, não seria adequado apoiar todas as empresas, uma vez que não estão todas igualmente expostas à subida dos preços dos combustíveis.
“Para as empresas em geral não faz sentido, elas concorrem entre si. Não poderíamos estar a apoiar as empresas todas”, sustentou.
Castro Almeida lembrou ainda que, em paralelo, o Governo dirigiu medidas às famílias, através da redução de impostos e de um suplemento extraordinário para as pensões, colocando recursos diretamente nas mãos dos cidadãos.
“Em vez de subsidiar a gasolina, podemos fazer com que as pessoas não reduzam os consumos. Mais vale pôr dinheiro nas mãos das pessoas e confiar no seu bom senso para que decidam o que fazer a esse dinheiro, que é pouco, apesar de tudo”, concluiu.

