Três principais fogos mobilizavam pelas 23h30 mais de 1.100 operacionais

Três principais fogos mobilizavam pelas 23h30 mais de 1.100 operacionais

Mais de 1.100 operacionais combatiam pelas 23h30 de hoje os três incêndios florestais mais significativos em Portugal continental, em Torre de Moncorvo (Bragança), Arouca (Aveiro) e Santo Tirso (Porto), segundo a Proteção Civil.

© Reuters


18/08/2026
por

Lusa

Incêndios

O fogo que deflagrou no sábado em Torre de Moncorvo e alastrou para Carrazeda de Ansiães mobilizava hoje à noite quase 500 operacionais, que tinham como prioridade a proteção de pessoas e bens.

 

O segundo comandante Regional Norte, Luís Araújo, indicou à Lusa num balanço pelas 22h30 de hoje que a mudança de vento fez com a frente do fogo ganhasse intensidade, com os difíceis acessos a dificultarem o combate.

O oficial de Relações Públicas da GNR de Bragança, major Hernâni Martins, destacou à Lusa que a localidade de Seixo de Ansiães, concelho de Carrazeda de Ansiães, é a que representa maior preocupação, indicando ainda que há várias Estradas Municipais cortadas entre as localidades de Besteiros e Seixo de Ansiães e entre Seixo de Ansiães e Coleja.

O incêndio florestal que lavra desde segunda-feira à noite em Arouca mobilizava também perto de 500 operacionais, segundo a página na Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

O município de Arouca divulgou, num balanço pelas 21:50 de hoje, que o fogo mantinha-se com quatro frentes, acrescentando que “às aldeias de Bouceguedim, Rio de Frades, Cando e Pedrógão, que estiveram durante o dia na linha de fogo, juntam-se agora as aldeias de Tebilhão, Cabreiros e Covêlo de Paivó, não estando estas aldeias, neste momento, em perigo”.

“A estrada de acesso a Covêlo de Paivó e a estrada entre Bouceguedim e Rio de Frades estão cortadas ao trânsito. A chamada estrada dos militares, que liga Moldes a Cabreiros, em direção ao concelho vizinho de S. Pedro do Sul, está condicionada”, refere ainda.

Também no distrito de Aveiro, o fogo que deflagrou hoje à tarde em Vale de Cambra continuava ativo e mobilizava, pelas 23:30, 76 operacionais.

No distrito do Porto, o fogo que deflagrou na segunda-feira em Rebordões, no concelho de Santo Tirso, mobilizava pelas 23:30 de hoje 207 operacionais.

Ao final da tarde de hoje, Vítor Pinto, comandante dos Bombeiros Voluntários Tirsenses, indicava que mudança da direção do vento complicava o combate às chamas.

Um incêndio que deflagrou às 19:25 nas freguesias de Barrocas e Taias, no concelho de Monção, era, às 22:40 o incêndio mais preocupante no Alto Minho, com três frentes ativas, segundo fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro do Alto Minho, que adiantou que o fogo “está a progredir em direção de Santo André”, Monção, distrito de Viana do Castelo, mobilizando 55 operacionais.

Com início pelas 15:40 de hoje, o fogo em Arcos de Valdevez, distrito de Viana do Castelo, mobilizava à noite 121 operacionais.

Também com início na tarde de hoje, o fogo em Boticas, distrito de Vila Real, mantinha no terreno 106 operacionais.

No total, os dez fogos ativos em Portugal continental localizavam-se no norte e mobilizavam, pelas 23:30 de hoje, 1.618 operacionais, apoiados por 512 meios terrestres.

Os incêndios dos últimos dias obrigaram já a evacuar algumas aldeias, sem registo da destruição de primeiras habitações, e fizeram perto de uma dezena de feridos, na maioria sem gravidade.

Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Bragança, Aveiro, Viseu, Guarda e Coimbra estiveram até às 18:00 de hoje sob aviso laranja devido à previsão de tempo quente.

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