Trump quer falar “muito em breve” com Putin sobre peste na Rússia 

Trump quer falar

Donald Trump anunciou que vai falar com Vladimir Putin sobre a morte suspeita de uma investigadora russa infetada com pneumonia. Enquanto Washington reclama maior transparência e a OMS afasta para já um surto, o ECDC acompanha de perto o caso que agita a comunidade internacional.

© Igor IVANKO / AFP via Getty Images


06/10/2026
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Notícias ao Minuto, Lusa

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou esta terça-feira que pretende falar com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, sobre a morte de uma trabalhadora de um instituto de investigação da Rússia por suspeitas de peste pneumónica.

 

Questionado sobre o incidente por jornalistas na Casa Branca, Trump afirmou que planeia conversar “muito em breve” com Putin. 

“Pretendo ligar-lhe”, atirou Trump. 

As declarações do presidente norte-americano surgem após o secretário de Estado, Marco Rubio, ter admitido que a administração Trump está a ter dificuldades em obter respostas claras sobre a morte da trabalhadora. 

“Compete à Rússia, obviamente, partilhar mais informações com o mundo”, afirmou Rubio. “Talvez seja algo maior do que pensávamos. Não sabemos, mas penso que seria imprudente, neste momento, tendo em conta a informação limitada de que ainda dispomos, especular.”

Já um alto funcionário do Departamento de Estado adiantou, citado pela CNN Internacional, que as autoridades norte-americanas estavam em contacto com o governo russo desde, pelo menos, a passada sexta-feira.

Sublinhe-se que a trabalhadora, identificada por vários meios de comunicação como Daria Shipilova, de 28 anos, trabalhava no Instituto de Investigação Antipeste da Sibéria e do Extremo Oriente, em Irkutsk.

Foi hospitalizada no final de setembro e morreu no início deste mês, após desenvolver uma pneumonia grave. As autoridades russas têm descrito a causa como uma pneumonia de origem desconhecida e negam, até ao momento, que esteja confirmada uma infeção por peste.

A possibilidade de peste pneumónica surgiu devido ao local de trabalho da mulher, já que o instituto onde trabalhava se dedica à investigação de agentes patogénicos, incluindo a bactéria responsável pela peste.

Na segunda-feira, a Comissão Europeia indicou estar a acompanhar a situação e em contacto com o ECDC, após ter tomado conhecimento das informações sobre um possível surto de peste pulmonar na Sibéria.

Já esta terça-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que recebeu informação das autoridades russas segundo a qual não foram identificados casos de peste na cidade de Irkutsk.

Segundo a organização, as pessoas que tiveram contacto com a trabalhadora foram testadas e os resultados não revelaram agentes infecciosos perigosos.

A OMS não confirmou, porém, de forma independente a causa da morte da trabalhadora, permanecendo em aberto a investigação sobre a origem da pneumonia. A organização adiantou que o risco para a população em geral é baixo, mas continuará a acompanhar a situação.

Também o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) disse estar a “acompanhar de perto” a morte da trabalhadora.

“Na sequência da notícia da morte de um trabalhador de laboratório em Irkutsk, na Rússia, devido a uma pneumonia que se suspeita tratar-se de peste pneumónica, o ECDC está a acompanhar de perto a situação”, indicou a agência comunitária em comunicado.

Peste na Sibéria? Centenas em quarentena após morte de investigadora

A morte da investigadora Darya Shipilova deixou as autoridades receosas sobre a possibilidade de um surto de peste. EUA já se disponibilizaram para ajudar, pese embora a OMS já tenha afirmado que está tudo controlado.

Notícias ao Minuto | 09:57 – 06/10/2026

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