Ucrânia: Órgão militar supremo da NATO visita Kyiv em outubro

Ucrânia: Órgão militar supremo da NATO visita Kyiv em outubro

O Comité Militar da NATO deverá visitar a Ucrânia em outubro, anunciou hoje o comandante das forças armadas ucranianas, general Mykhailo Drapatii, após uma conversa com o presidente da mais alta autoridade militar da organização.

© Berkan Cetin/Anadolu via Getty Images


21/08/2026
por

Lusa

Ucrânia/Rússia

“Em outubro, esperamos a visita do Comité Militar da NATO à Ucrânia. A última vez que se produziu uma visita deste tipo foi há oito anos”, assinalou Drapatii numa mensagem nas redes sociais, citado pela agência espanhola EFE.

 

O Comité Militar da NATO reuniu-se pela primeira vez na Ucrânia em abril de 2018, quando era liderado pelo então general Petr Pavel, atual Presidente da República Checa.

O comité, presidido atualmente pelo almirante italiano Giuseppe Cavo Dragone, é a mais alta autoridade militar da NATO e desempenha um papel crucial na definição da política, da estratégia e das operações militares.

Drapatii disse que no primeiro contacto oficial com Cavo Dragone o informou sobre a situação da guerra que a Ucrânia trava com a Rússia desde que foi invadida em fevereiro de 2022, e sobre as prioridades das forças ucranianas.

“Falámos separadamente sobre a defesa antiaérea. A proteção dos céus é a minha prioridade”, afirmou Drapatii, que assumiu recentemente o comando das forças armadas ucranianas.

Drapatii lembrou que o oficial italiano já visitou três vezes a Ucrânia, onde pôde ver a situação no terreno em primeira mão.

Disse ainda que a Ucrânia não só recebe apoio dos aliados, como também possui uma experiência em combate que “hoje em dia mais ninguém tem e que contribui para a segurança de toda a Aliança”.

No início de julho, a Ucrânia foi oficialmente reconhecida ao nível da NATO como um país que contribui para a segurança transatlântica.

Os aliados comprometeram-se com 70 mil milhões de euros em assistência militar a Kiev e confirmaram o compromisso de fornecer pelo menos um nível equivalente de apoio em 2027.

Também nas redes sociais, Cavo Dragone afirmou que o que está em jogo na guerra na Ucrânia não é apenas a segurança dos ucranianos, mas de todos os membros da Aliança Atlântica.

“A segurança da Ucrânia é a nossa segurança”, disse o presidente do órgão militar da organização de 32 países, incluindo Portugal, com sede em Bruxelas.

“Reafirmei o apoio militar contínuo da NATO enquanto a Ucrânia defende bravamente a soberania e integridade territorial”, escreveu.

Disse que “por toda a Europa e América do Norte, os Aliados estão a aumentar a produção de defesa, a acelerar as entregas e a manter o equipamento necessário” para manter a segurança e apoiar a Ucrânia.

“Continuaremos ao lado da Ucrânia para ajudar a alcançar uma paz justa e duradoura”, acrescentou.

A guerra em curso começou em fevereiro de 2022, quando a Rússia invadiu a Ucrânia para “desmilitarizar e desnazificar” o país vizinho, entre outros objetivos, como justificou na altura o Presidente russo, Vladimir Putin.

Antes da invasão, Moscovo exigiu garantias de que a Ucrânia nunca seria membro da NATO e que as forças aliadas recuariam para posições anteriores à independência de antigas repúblicas soviéticas que aderiram à organização, o que foi recusado.

Os ataques têm vindo a intensificar-se nos últimos meses em ambos os lados da frente, fazendo um número crescente de vítimas civis, embora o balanço seja desconhecido, incluindo entre os militares.

A guerra da Rússia contra a Ucrânia é considerada como o conflito mais grave na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, que ocorreu entre 1939 e 1945.

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