A Xiaomi desenvolveu uma liga de alumínio inovadora, mais sustentável, proveniente de alumínio 100 por cento reciclado. É a Xiaomi Titan Alloy 2.0 e pode ser relevante nas suas ambições europeias.
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08/07/2026
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Na indústria automóvel há apenas dois anos, a Xiaomi continua a dar cartas e até já nos materiais mostra capacidade para inovar. Apresentou, recentemente, uma liga de alumínio mais sustentável, potencialmente importante para as ambições europeias da marca.
Designada Titan Alloy 2.0, é produzida com alumínio totalmente reciclado, permitindo baixar as emissões de dióxido de carbono na produção em 93 por cento face ao alumínio convencional.
Esta solução já está a ser produzida em massa, integrando as novas gerações dos modelos 100 por cento elétricos da tecnológica chinesa – o SU7 e o YU7. Espera-se que seja possível produzir 550 mil automóveis com esta liga todos os anos, evitando emitir 450 mil toneladas de dióxido de carbono.
Pode ler-se no fórum Xiaomi Community que o alumínio reciclado é proveniente de várias fontes, pelo que as ligas podem ser mais fracas. Assim, focou-se na purificação do material, otimização da composição e melhorias no processo de fabrico para chegar a uma liga que mantém a força estrutural necessária, para além de ainda melhorar o alongamento e a rigidez.
Como é que pode ser relevante para a entrada na Europa?
No próximo ano, a Xiaomi quer começar a vender os seus automóveis na Europa. A nova liga de alumínio sustentável poderá ser importante nesses planos.
Tudo por causa do Mecanismo de Ajustamento de Carbono Fronteiriço da União Europeia, que tarifa os veículos importados tendo em conta o impacto ambiental em todo o seu ciclo de vida – incluindo a produção e, portanto, os seus componentes.
Segundo a Agência Portuguesa do Ambiente, a medida quer evitar a mudança da UE para países “com menor ambição climática” para cortar nos custos. Também pretende impedir que produtos locais sejam substituídos por outros provenientes desses países – com maiores custos para o meio ambiente.
Ainda existem as tarifas pesadas impostas a carros elétricos importados da China, mas com esta inovação a Xiaomi tem um argumento para responder a estes regulamentos europeus que visam proteger o mercado de concorrência que recorre a materiais e processos de produção com maior impacto ambiental negativo.

