“A maior parte do tempo vejo miúdas trombudas, mas sei que vai passar”

Catrina Raminhos esteve à conversa com os jornalistas num evento promovido pela Asus, no passado dia 22 de outubro, no Oeiras Parque, em Oeiras, e acabou por falar das filhas, fruto do casamento com António Raminhos.

© Instagram_catarinaraminhos


31/10/2026
por

Marina Gonçalves

Catrina Raminhos falou abertamente sobre a relação das filhas, Maria Rita, de 16 anos, Maria Inês, de 14, e Maria Leonor, de 10, com as redes sociais, uma vez que as meninas sempre estiveram expostas ao mundo digital sobretudo por causa da carreira de António Raminhos como humorista. 

 

Em conversa com os jornalistas num evento promovido pela Asus, onde apresentaram o novo portátil ASUS Zenbook 14, no passado dia 22 de outubro, no Oeiras Parque, em Oeiras, onde o Notícias ao Minuto esteve presente, Catarina Raminhos começou por explicar: 

“Precisamente pelo facto dos pais que trabalhavam com redes sociais, elas desde cedo que sabem muito dos perigos e do lado B, ou do lado mais negativo, mais negro das redes sociais.”

“Uma vez que todos os colegas já tinham contas nas redes sociais, quando elas andavam no 6.º ou 7.º ano, decidimos que podiam ter perfis fechados, ou seja, aceitariam quem os pais conhecessem – e na verdade as redes sociais delas eram muito as amigas da escola, as mães das amigas que também são nossas amigas e era um bocadinho por aí”, explicou de seguida. 

“É lógico que depois crescem e com 15 ou 16 anos criam contas que os pais não têm acesso. Mas está tudo certo, elas têm a noção da visibilidade, principalmente do pai, têm a noção dos riscos que as redes sociais têm, e acho que sabem gerir muito bem”, acrescentou.

“Não publicam numa base diária, acho que guardam muito para, por exemplo, há um jantar de amigas, há uma amiga que faz anos… É engraçado, usam muito para dar os parabéns – fazem vídeos com músicas muito giros para dar os parabéns às amigas – e acho graça a isso. Acho que estão cientes dos perigos que podem ter”, destacou de seguida. 

“Agora, é lógico também, conscientemente e muito honestamente, eu acho que há muita coisa que os pais vão sempre desconhecer porque faz parte. Mas fico até tranquila”, realçou depois.

Catarina Raminhos não vê, pelo menos por enquanto, vontade das filhas quererem uma presença mais assíduas nas redes sociais e seguir, por exemplo, o caminho de para serem influencers. “Pelo menos, até agora, não. Elas acham piada quando as pessoas abordam na rua, principalmente quando estamos os cinco e as pessoas vão falar com o pai, mas não acho que seja uma coisa que desejem muito.”

“Calçando os sapatos delas, elas sempre conheceram esta realidade e estão habituadas a isto. Acham natural, mas não é uma coisa que aspirem, acho eu”, afirmou. 

Questionada sobre como tem sido lidar com a fase da adolescência, Catarina Raminhos não deixou de confessar que “não tem sido fácil”. “As duas mais crescidas já mergulharam de cabeça na adolescência” e, por isso, diz, “à que saber lidar com isso”. Mas, comentou ainda, “nos momentos cruciais, e a maior parte do tempo, sabe que os valores estão lá e algures debaixo daquela capa estão as suas filhas”.

“A maior parte do tempo o que vejo são duas miúdas trombudas a olhar para mim, mas sei que passa e que um dia elas voltam. É a minha esperança.”

No que diz respeito a presentes, Catarina Raminhos confessou ainda que “nunca ofereceu nada tecnológico às filhas”. “Normalmente é: Precisam do computador quando vão para 5.º ano? Ficam com o antigo dos pais – e os pais aproveitam para renovar, que trabalham com computadores – ou então temos que comprar”, revelou.

“Telemóveis a mesma coisa. Quando passaram para o ciclo, que mesmo para nós era importante que estivessem contactáveis, comprámos um baratinho ou ficaram com os antigos. Portanto, acho que nunca lhes ofereci nada relacionado com tecnologia, pensando bem.”

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