Dia Mundial da Poupança. Um plano para imprevistos ou para o futuro?

Dia Mundial da Poupança. Um plano para imprevistos ou para o futuro?

O Dia Mundial da Poupança, assinalado este sábado, dia 31 de outubro, levanta uma questão importante: devemos poupar para imprevistos ou para o futuro? A resposta, segundo o Grupo Ageas Portugal, é equilibrar os dois objetivos.

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31/10/2026
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Notícias ao Minuto

Assinala-se este sábado, dia 31 de outubro, o Dia Mundial da Poupança e há uma questão sobre a qual importa refletir: afinal, devemos poupar para responder aos imprevistos do dia a dia ou para construir património e garantir um futuro mais confortável?

 

“A resposta é menos polarizada do que parece. Na realidade, os dois objetivos são importantes e complementam-se. Uma estratégia financeira equilibrada não passa por escolher entre segurança e crescimento, mas por perceber que existem diferentes tipos de poupança para diferentes momentos da vida”, explica o Grupo Ageas Portugal, em comunicado enviado ao Notícias ao Minuto.

No âmbito do dia que se assinala hoje, a empresa “reforça a importância da literacia financeira enquanto ferramenta para ajudar as pessoas a tomarem decisões mais informadas” e adianta alguns princípios para organizar a poupança entre as necessidades do presente e os objetivos do futuro: 

  • Poupança de curto prazo: “Uma avaria no automóvel, uma despesa médica inesperada ou uma reparação urgente em casa são situações que podem surgir sem aviso. Quando não existe uma almofada financeira, estes imprevistos podem obrigar ao recurso ao crédito e acrescentar uma nova despesa no orçamento familiar. Por essa razão, um dos primeiros objetivos de uma estratégia de poupança pode passar pela criação de uma reserva para situações inesperadas.
    Neste caso, a liquidez assume especial importância. Se o objetivo é utilizar o dinheiro rapidamente em caso de necessidade, importa privilegiar soluções que permitam ter o capital disponível sem comprometer essa finalidade.
    Depósitos à ordem remunerados, depósitos a prazo, certificados de aforro ou fundos de tesouraria assumem um papel importante. O seu principal objetivo não é maximizar a rentabilidade com uma fiscalidade favorável, mas garantir que o dinheiro está acessível quando faz mais falta”;
  • Poupança de longo prazo: “Depois de criada uma reserva para imprevistos, surge uma segunda dimensão da poupança: a construção de objetivos de longo prazo. É aqui que entram projetos como a compra de habitação própria, a preparação da reforma ou a criação de património para as próximas décadas.
    Definir objetivos concretos ajuda a perceber durante quanto tempo podemos poupar e que características devemos procurar numa solução financeira.
    Ao contrário da poupança de emergência, a poupança de longo prazo beneficia do tempo. Quanto maior for o horizonte temporal disponível, maior tende a ser a capacidade para suportar oscilações de mercado e procurar soluções com potencial de valorização superior. Neste universo encontramos instrumentos como fundos de investimento, ETFs, obrigações, ações, imobiliário ou seguros de poupança”;
  • Preparar a reforma também compensa: “A reforma é talvez um dos exemplos mais claros da importância do tempo na poupança. Em Portugal, existem soluções específicas, como os Planos Poupança Reforma (PPR), os fundos de pensões e os seguros de capitalização.
    Os PPR podem ainda beneficiar de vantagens fiscais. Em determinadas condições, é possível deduzir à coleta de IRS 20% dos montantes aplicados, dentro dos limites legalmente estabelecidos e sujeitos às condições aplicáveis.
    Ainda assim, a fiscalidade é apenas um dos fatores a considerar. Cada solução deve corresponder ao objetivo definido: uma reserva de emergência exige liquidez, enquanto a preparação da reforma permite privilegiar um horizonte mais longo e maior potencial de valorização. A questão não está, portanto, em escolher entre poupar para viver e poupar para construir o futuro, mas em conciliar os dois objetivos numa estratégia equilibrada.
    Poupar para viver significa ganhar segurança, saber que existem recursos para enfrentar contratempos e desafios inesperados.Poupar para o futuro significa construir gradualmente maior liberdade financeiracom mais conforto. Os dois objetivos são igualmente importantes e a boa notícia é que não é necessário optar apenas por um deles”.

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Beatriz Vasconcelos com Lusa | 07:34 – 15/10/2026

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