O Ministério Público argentino pediu 12 anos de prisão e 10 anos de inabilitação profissional para o médico particular de Diego Maradona, Leopoldo Luque, acusado de homicídio simples com dolo eventual. Outros cinco acusados também foram alvo de pedidos de penas, enquanto um foi absolvido.
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08/10/2026
por
Lusa
O ministério público argentino solicitou hoje uma pena de 12 anos de prisão e 10 de inabilitação profissional para o médico particular do ex-futebolista Diego Armando Maradona, que morreu em 2020, o neurocirurgião Leopoldo Luque.
Luque é acusado do crime de homicídio simples com dolo eventual.
Para os outros cinco arguidos, foram pedidas penas de quatro a 10 anos e a absolvição para um sétimo.
Também pelo crime de homicídio com dolo eventual, os promotores solicitaram uma pena de 10 anos de prisão e outros 10 de inabilitação profissional para a coordenadora de cuidados ao domicílio da empresa de medicina privada Swisse Medical, Nancy Forlini.
Para a psiquiatra Agustina Cosachov, foram pedidos oito anos de prisão e 10 de inabilitação profissional.
O psicólogo Carlos Díaz incorre numa pena de cinco anos de prisão e 10 de inabilitação e para o chefe de enfermagem Mariano Perroni e o enfermeiro Ricardo Almirón foram pedidas penas de quatro anos de prisão e oito e inabilitação, sendo os três acusados do crime de homicídio culposo.
Para o médico clínico Pedro Di Spagna, que visitou Maradona apenas uma vez, foi pedida a absolvição, por “não ter tido poder ou a capacidade de decisão para conduzir a saúde do paciente”.
Diego Armando Maradona, o herói argentino da conquista do título mundial de 1986, morreu em 25 de novembro de 2020, com 60 anos, enquanto passava por tratamento domiciliário.
De acordo com o promotor de justiça Patricio Ferrari, os médicos que o seguiram “violaram os deveres dos seus cargos, realizaram ações contrárias às boas práticas médicas, omitiram todos os atos que deveriam ter executado e deixaram Maradona em situação de desamparo, entregue à própria sorte”.
Nas alegações finais, os promotores descreveram o tratamento como “anárquico” e em “desorganização absoluta”, apontando Luque e Forlini como os principais responsáveis.
O julgamento sobre a morte de Maradona teve início em 14 de abril, nos arredores de Buenos Aires, e contou com 45 audiências dedicadas à produção de provas, 75 depoimentos e a apresentação de uma centena de mensagens extraídas dos telemóveis dos acusados.

