Depois de uma busca inicial em 2016, que não teve sucesso, novas investigações possibilitaram isolar quatro indivíduos com um perfil genético próximo ao procurado. O suspeito, atualmente com 32 anos, foi detido na terça-feira e colocado em prisão preventiva.
© ShutterStock
29/10/2026
por
Notícias ao Minuto
Onze anos depois do crime, um homem foi detido, em França, pela violação de uma idosa a quem se apresentou, na altura, como enfermeiro, informou a promotoria de Bayonne, esta quarta-feira.
O caso remonta a 18 de abril de 2015 e aconteceu na cidade francesa de Biarritz, ao amanhecer, quando a mulher de 93 anos, que ainda está viva, foi violada por um jovem que entrou em sua casa sem violência, alegando que tinha sido enviado pela organização de assistência domiciliar que costumava prestar cuidados à idosa.
“Tudo indicava que o autor do crime conhecia o local, sabia como lá chegar e como neutralizar o sistema de alerta”, afirmou a procuradora pública de Bayonne, Mariel Garrigos, num comunicado divulgado nesta quarta-feira.
Contudo, a vítima não conseguiu identificá-lo e a amostra de ADN recolhida na altura também não permitiu determinar a identidade do agressor.
Depois de uma busca inicial em 2016, que não teve sucesso, novas investigações genealógicas, conduzidas pelo Serviço Nacional de Polícia Científica, “possibilitaram isolar quatro indivíduos com um perfil genético próximo ao procurado”, incluindo o pai do acusado.
Agora, passados onze anos, a impressão digital do suspeito parece ter desfeito o mistério e o homem foi detido ontem, acusado, e colocado em preventiva pelo Ministério Público francês, noticia o Le Parisien.
O detido “reconheceu os factos, embora os tenha minimizado, e afirmou que sofria de impulsos sexuais desde a infância”, especifica a mesma fonte.
Atualmente com 32 anos, o suspeito estava, na altura dos acontecimentos, a fazer um estágio de enfermagem na organização que prestava assistência à vítima.
A investigação judicial deve agora “concentrar-se em apurar a possível existência de outras vítimas”, concluiu o procurador.

