O primeiro-ministro da Eslovénia felicitou Benjamin Netanyahu por uma vitória nas eleições israelitas, apesar do Likud ter perdido a maioria no Parlamento. A formação de Netanyahu é a mais votada, mas ainda não tem maioria para formar governo.
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28/10/2026
por
Lusa
O primeiro-ministro da Eslovénia felicitou hoje o seu homólogo israelita, Benjamin Netanyahu, a quem atribuiu a “vitória” nas eleições legislativas, apesar de o bloco liderado pelo seu partido, o Likud, ter perdido a maioria no Parlamento.
Por isso, ainda se desconhece se Netanyahu conseguirá formar Governo e o país aguarda ainda pelos resultados finais.
“Parabéns a Netanyahu e ao Likud pela sua vitória. Não é fácil lutar em duas frentes e sair vitorioso”, afirmou Janez Jansa nas suas redes sociais, antes de felicitar aquele que descreveu como “o único Estado democrático” do Médio Oriente pela elevada taxa de participação nestas eleições.
“Valorizamos o nosso diálogo e a longa amizade que une os nossos países. Desejamos sinceramente paz e segurança para o povo de Israel e um futuro melhor para toda a região”, acrescentou o dirigente ultraconservador esloveno.
A formação de Netanyahu perfila-se como o partido mais votado, com 26 assentos, com 90% dos votos apurados, embora os 53 assentos que o seu bloco conseguiria fiquem longe dos 61 de que precisa para poder formar governo.
Entretanto, a coligação liderada por Gadi Eisenkot conseguiria 48 deputados, pelo que necessitaria de fazer acordos com os partidos árabes, a Lista Unida e o Raam, que tiveram um resultado histórico com 12 e 7 representantes respetivamente.
Neste contexto, Eisenkot manteve “um longo dia de reuniões, conversas e preparativos destinados a cumprir a vontade dos eleitores”, conforme disse nas suas redes sociais.
“Esperam-nos muitos mais dias longos de trabalho, mas continuamos focados na importante tarefa que nos foi confiada: trazer a mudança a Israel e estabelecer um governo sionista, comprometido com o serviço (militar) universal”, acrescentou o também ex-chefe do Estado-Maior de Israel.
Na mesma mensagem, Eisenkot defendeu que “o povo expressou um voto de censura ao Governo de 07 de outubro”, numa alusão aos ataques levados a cabo pelo Hamas e outras milícias palestinianas há já mais de três anos, desencadeando a ofensiva militar israelita sobre a Faixa de Gaza.
Nesse sentido, afirmou que os israelitas reprovaram com o seu voto um “Governo caracterizado pela evasão do serviço militar e ao ‘bloco de evasores’ no seu conjunto, um bloco que atingiu o seu mínimo em duas décadas”, referindo-se aos partidos ultraortodoxos, que recusaram o serviço militar obrigatório para os estudantes da yeshivá.
“Sinto todo o peso da responsabilidade e a confiança depositadas em mim por centenas de milhares de cidadãos que acreditam no Estado de Israel e no sionismo”, acrescentou Eisenkot, antes de agradecer a quem apostou no seu partido, Yashar, que descreveu como uma formação “verdadeiramente nacional que constitui uma alternativa digna e de Estado para o governo”.
“Estaremos à altura do grande desafio que temos pela frente. Atuaremos e triunfaremos. Dou-vos a minha palavra”, concluiu.

