O Banco Central Europeu (BCE) decidiu manter as taxas de juro inalteradas, em linha com as expectativas. A decisão foi divulgada no dia em que a presidente, Christine Lagarde, anunciou a saída da instituição.
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29/10/2026
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O Banco Central Europeu (BCE) decidiu, esta quinta-feira, manter as taxas de juro, em linha com o que era esperado. A decisão foi conhecida no dia em que a presidente da instituição, Christine Lagarde, revelou que vai deixar o cargo.
“O Conselho do BCE decidiu hoje manter as três taxas de juro diretoras do BCE inalteradas. Os preços dos produtos energéticos continuaram a subir, representando riscos em sentido ascendente para as perspetivas de inflação e em sentido descendente para as perspetivas de crescimento”, pode ler-se no comunicado divulgado.
É ainda referido que, “embora os efeitos do choque energético ainda não se tenham feito sentir por completo, a inflação subjacente permaneceu globalmente estável até à data e não se verifica uma resposta significativa dos salários nesta fase”.
“É provável que a maior magnitude e duração do choque energético, assim como as implicações em termos de efeitos indiretos e de segunda ordem, conduzam a um aumento da inflação e a uma diminuição do crescimento. As condições de financiamento tornaram-se mais restritivas desde a anterior reunião do Conselho do BCE, o que provavelmente pesará sobre a inflação e o crescimento. O Conselho do BCE está empenhado em definir a política monetária de modo a assegurar que a inflação estabiliza no objetivo de 2% a médio prazo”, pode ler-se.
A decisão do BCE é conhecida após a manutenção das taxas de juro pela Reserva Federal norte-americana (Fed) anunciada na quarta-feira. A Fed decidiu manter as taxas de juro no intervalo entre 3,75% e 4%, tal como antecipado pelos analistas e após uma reunião de dois dias.
A decisão não foi unânime, com dois membros do Comité Federal de Mercado Aberto (FOMC) a terem votado contra, preferindo uma subida de 0,25 pontos percentuais.
Onde está o foco?
O choque energético relacionado com o conflito no Médio Oriente continua a preocupar, mas os poucos dados económicos publicados desde setembro não parecem ser suficientes para modificar o rumo das decisões do BCE.
Neste contexto, a atenção deve deslocar-se para França, país que se tornou o elo mais fraco da zona euro, mas sem provocar uma resposta monetária imediata, segundo os analistas. Os investidores estão preocupados com a dívida e o défice de França, entre os mais altos da Europa, com o debate acalorado em torno do orçamento de 2027 e com as incertezas associada às eleições presidenciais em 2027.
A próxima reunião do BCE realiza-se em 16 e 17 de dezembro em Frankfurt.
[Notícia em atualização]
