O líder da Bugatti Rimac, Mate Rimac, viu o seu Chiron roubado após deixar as chaves dentro do carro, o que o levou a abandonar esse hábito perigoso. Mas não são os únicos contornos inusitados do caso.
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05/11/2026
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Mate Rimac, diretor-executivo da Bugatti Rimac, viu um Chiron a ser-lhe roubado recentemente. Conseguiu recuperar o carro em pouco tempo, numa situação que o levou a abandonar um hábito pouco recomendável – deixar as chaves dentro dos automóveis.
O empresário croata disse num vídeo nas redes sociais que sente que o seu país – a Croácia – é muito seguro e, por isso sempre esteve muito tranquilo deste ponto de vista. E revelou: “Deixo sempre as chaves dentro dos meus carros, incluindo do Chiron, Nevera e muitos outros carros. Fi-lo durante anos e nunca aconteceu nada, até, claro, ter acontecido. Então, não o vou fazer mais e não arrisquem a vossa sorte”.
Segundo Mate Rimac, é frequente que amigos ou colegas da empresa peguem no carro – por exemplo para o deslocar ou para fazerem testes. Assim, considerava mais fácil deixar as chaves dentro, tendo em conta estar “sempre em reuniões e ocupado”. E o campus da Bugatti Rimac nem tem vedações, para se assumir como um local convidativo às visitas.
Como aconteceu o roubo?
O líder da Bugatti contou então como aconteceu o crime: “O carro estava no exterior, o indivíduo entrou e pegou no carro. E o mais incrível é que nem teríamos reparado porque muitos dos meus amigos e colegas da empresa usam o carro. Na maioria das vezes nem sei quem é. […]. Só reparámos porque alguém entrou e disse: “Vi esta pessoa a conduzir o teu carro, provavelmente roubou-o””.
Depois de a mensagem se espalhar, Mate Rimac chamou a polícia e, graças à telemetria do carro – que inclui a localização – foi possível detetá-lo. O empresário pegou no seu Porsche 911 e partiu em perseguição do ladrão – com a esperança de que fosse apanhado entretanto ao sair das fronteiras croatas. Certo é que o criminoso chegou à Áustria, onde a polícia conseguiu, por fim, alcançá-lo.
A recuperação do carro foi um processo mais complexo do que seria de esperar devido ao seu alto valor, tendo primeiro de ser transportado pelas autoridades para Mate Rimac fazer prova de propriedade. Quando estava na esquadra, pôde conhecer o ladrão – um homem croata na casa dos 30 anos que “tem um passado problemático”.
E o homem-forte do Grupo Rimac recebeu a explicação: “Ele disse que veio à empresa para pedir emprego, e então viu o carro com as chaves dentro – como se fosse culpa minha – e simplesmente levou o carro e tinha a ideia de ir para Alemanha por algum motivo. O facto de ele ter roubado um Bugatti, e este em específico, disse-me que esta pessoa tem problemas. Eu não queria apresentar queixa, mas como ele cometeu um crime assim, com um valor tão alto – custa milhões de euros – ele vai ser acusado pelas polícias croata e austríaca. Então, espero que este indivíduo fique bem”.

