De acordo com dados da Pordata, as despesas essenciais como habitação, alimentação e transportes absorvem quase dois terços do orçamento familiar. Em média, as famílias portuguesas gastam 23.900 euros por ano, com a habitação representando a maior parte desse gasto.
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05/11/2026
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Notícias ao Minuto lom Lusa
Habitação, alimentação e transportes são despesas consideradas essenciais que absorvem quase dois terços das despesas dos agregados familiares, de acordo com dados da Pordata. Em média, as famílias portuguesas gastam 23.900 euros por ano.
“Quanto do orçamento familiar é destinado às despesas essenciais? E que relação existe entre as despesas das famílias e os rendimentos disponíveis? Em Portugal, a habitação, a alimentação e os transportes absorvem quase dois terços das despesas dos agregados familiares“, explicou a Pordata, numa publicação .
Estes 23.900 euros dizem respeito ao gasto médio por agregado familiar, sendo que 12% correspondem a transportes, 13% a alimentação e 39% à habitação, aquela que é a maior fatia da despesa.
Além disso, “ao mesmo tempo, em 2024, um em cada cinco contribuintes declarou rendimentos até 625 euros por mês, depois de descontado o IRS“.
Aumento do custo de vida: Qual o impacto na carteira dos portugueses?
Os portugueses são a sétima população da UE que mais sentiu o aumento do custo de vida, com dois em três a afirmarem que o seu poder de compra caiu significativamente no último ano, segundo um inquérito hoje divulgado.
Segundo este inquérito do Banco Europeu de Investimento (BEI), dedicado à transição energética, 68% dos inquiridos em Portugal afirmam que o seu poder de compra nos últimos 12 meses caiu de forma significativa devido ao aumento dos preços do gás natural, da eletricidade, do combustível e do gasóleo para aquecimento.
Esta é a sétima taxa mais elevada em toda a União Europeia (UE), acima da média europeia (60%). A taxa mais elevada no bloco regista-se na Roménia (80%) e a mais baixa em Malta (23%).
Além de serem dos que mais sentem o aumento do custo de vida, os portugueses estão também entre os europeus que mais optaram por alterar a utilização do carro: quase dois em três (65%) admitem que fazem agora menos viagens, conduzem mais devagar para poupar combustível ou optam mais vezes por transportes públicos.
Trata-se da sexta taxa mais elevada em toda a UE, novamente acima da média da UE, de 60%.
No entanto, no que se refere às despesas diárias em alimentação ou saúde, os portugueses estão entre os que menos alteraram os seus hábitos de consumo: 34% dos inquiridos afirmam que procuraram reduzir essas despesas, a décima taxa mais baixa entre os 27 Estados-membros e abaixo da média europeia (38%).
Relativamente às questões sobre a transição energética – o principal foco deste inquérito -, mais de oito em cada dez portugueses (85%) consideram-na urgente para o seu país, com a grande maioria (85%) a apontar como principal benefício o facto de permitir uma menor dependência da importação de petróleo e de gás.
Cerca de 84% dos inquiridos em Portugal indicam ainda que irá trazer “preços mais estáveis ou mais baixos” e outros 79% uma “atenuação das alterações climáticas”.
Há quatro anos, num inquérito feito pelo BEI sobre o mesmo tema, o principal benefício da transição energética mencionado pelos portugueses era o facto de permitir atenuar as alterações climáticas. A redução das importações de petróleo e de gás era apenas o oitavo benefício mais referido, enquanto o facto de permitir estabilizar ou baixar os preços não era mencionado de todo.

