Cerca de 60 detidos em Moscovo em manifestação que contestou eleições

Cerca de 60 detidos em Moscovo em manifestação que contestou eleições

Cerca de 60 pessoas foram hoje detidas em Moscovo durante uma manifestação organizada pelo Partido Comunista, depois de terem contestado os resultados das eleições parlamentares russas que decorreram em setembro.

© Lusa


04/10/2026
por

Lusa

De acordo com o canal de Telegram Ostorozhno Novosti, as detenções começaram depois de os manifestantes terem iniciado protestos contra os resultados do sufrágio de setembro, exigindo “eleições justas” e a “libertação para os presos políticos”.

 

Segundo a mesma fonte, citada pela agência EFE, a manifestação contou com cerca de 200 participantes, incluindo membros do partido pacifista Yabloko, que foi excluído das eleições parlamentares do mês passado.

Quando os participantes começaram a gritar palavras de ordem contra o Rússia Unida, partido do Presidente Vladimir Putin, agentes das forças de segurança invadiram a multidão e começaram a deter os manifestantes, informou o jornal Ostorozhno Novosti.

No sábado, cerca de 100 pessoas participaram numa manifestação na cidade siberiana de Tyumen exigindo também a anulação dos resultados e uma recontagem dos votos.

De acordo com os meios de comunicação locais, o protesto foi organizado pelo Partido Comunista da Rússia sob o lema “Por Eleições Justas”.

A manifestação surgiu na sequência de protestos feitos esta semana pelos comunistas russos, que questionaram a maioria constitucional alcançada pelo partido já presente no Kremlin (presidência), o Rússia Unida, nas eleições de setembro.

A contestação denunciou várias alegadas irregularidades na Duma – a câmara baixa do parlamento -, relacionadas com o voto eletrónico e com o facto de as eleições e a própria contagem dos votos terem decorrido ao longo de três dias.

De acordo com os dados finais divulgados pela comissão eleitoral no dia 25 de setembro, o Rússia Unida venceu a votação com uma maioria esmagadora, obtendo 349 dos 450 assentos da Duma, um recorde histórico do partido liderado por Vladimir Putin, desde 1999.

O segundo lugar, a grande distância do líder, foi conquistado pelo Partido Comunista, que terá obtido 37 lugares no parlamento.

Estas eleições – as primeiras legislativas na Rússia desde o início da invasão militar na Ucrânia, em 2022 – foram apontadas como fraudulentas por organizações de monitorização independentes, como a Novaya Gazeta Europa, que reportaram boletins colocados a mais nas urnas e pressões sobre eleitores.

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