O Club Med quer abrir dois novos empreendimentos no Brasil até 2030, revelou Andrew Xu, co-presidente da cadeia hoteleira que pertence ao Fosun, conglomerado chinês com presença em Portugal.
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16/10/2026
por
Lusa
Club Med
O Club Med quer abrir dois novos empreendimentos no Brasil até 2030, disse hoje à Lusa Andrew Xu, co-presidente da cadeira hoteleira que pertence ao Fosun, conglomerado chinês que detém também várias empresas em Portugal.
O Club Med tem atualmente três empreendimentos no Brasil e Xu sublinhou que a cadeia “mantém confiança” no país, que descreveu como “um mercado chave”, com planos para “abrir duas unidades nos próximos três ou quatro anos”.
O primeiro empreendimento, em Gramado, no estado do Rio Grande do Sul, irá apostar no turismo de montanha na Serra Gaúcha, em parceria com “um investidor local”, revelou o executivo.
A unidade tem abertura prevista para 2027, com 250 quartos e suites e 20 ‘villas’, numa área com cerca de 200 mil metros quadrados, parte de um complexo desenvolvido pelo empresário brasileiro Dody Sirena.
Andrew Xu defendeu que o Club Med tem feito “um excelente trabalho no mercado interno”, apostando em eventos empresariais e casamentos, que já representam 20% do volume de negócios da cadeira hoteleira no Brasil.
O segundo empreendimento irá apostar no turismo de praia, em Fortaleza, no nordeste do Brasil, uma região que, recordou, “é muito conhecida pela prática de kitesurf”.
A unidade a desenvolver em Beberibe, no litoral do estado de Ceará, deverá abrir portas em 2029, com cerca de 310 quartos, numa área com cerca de 37 mil metros quadrados.
Xu sublinhou que a capital do Ceará tem voos diretos “a partir de Paris e de outras capitais europeias”, incluindo ligações a Lisboa operadas pela TAP e pela LATAM Airlines Brasil.
“No caso de Fortaleza, estamos, sem dúvida, a apostar também na captação de visitantes de longa distância, vindos da Europa. O destino passará a contar com múltiplas fontes de procura”, disse.
Tanto o Brasil como a vizinha Argentina não tinham “um histórico muito favorável no que diz respeito à taxa de câmbio e à inflação”, mas ambos os países se tornaram “bastante estáveis em termos económicos” nos últimos anos, referiu Xu.
O co-presidente do Club Med revelou que a cadeira hoteleira está “a avaliar a possibilidade” de abrir uma unidade na Argentina.
“Temos alguns projetos em vista, mas ainda estão em fase de estudo, ainda não foi assinado nada”, acrescentou.
Xu falava à margem do 12.º Fórum de Economia de Turismo Global, que terminou na região semiautónoma chinesa de Macau.
O Club Med, que foi fundado em 1950 e está presente em 32 países em todo o mundo, é detido pelo conglomerado chinês Fosun, com sede em Xangai, a “capital” económica da China.
A Fosun realizou uma série de aquisições além-fronteiras, adquirindo em Portugal a seguradora Fidelidade, uma participação de quase 30% no banco Millennium BCP e mais de 5% da REN – Redes Energéticas Nacionais.

