O presidente do Conselho Europeu, António Costa, condenou os ataques no mar Negro, afirmando que são inaceitáveis e devem parar. A Roménia atribuiu à Rússia o ataque a uma embarcação que provocou um morto.
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23/10/2026
por
Lusa
O presidente do Conselho Europeu afirmou hoje que os ataques no mar Negro “são inaceitáveis e têm de parar”, após a Roménia ter esta sexta-feira atribuído à Rússia o ataque a uma embarcação que provocou um morto.
Numa mensagem publicada nas redes sociais, António Costa manifestou “plena solidariedade” com a Roménia e enviou as “mais sentidas condolências” aos familiares das vítimas.
“Os ataques ao largo das costas dos Estados-membros da União Europeia (UE) no mar Negro estão a aumentar em consequência da guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia. Estes ataques são inaceitáveis e têm de parar”, defendeu.
Costa reiterou ainda que a UE “está unida na sua oposição à guerra de agressão ilegal da Rússia contra a Ucrânia e à intensificação das suas campanhas híbridas”.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, numa mensagem nas redes sociais, também se manifestou “profundamente alarmada com mais uma escalada da Rússia no mar Negro”.
“Uma embarcação civil, com tripulantes ucranianos e azeris, foi atingida ao largo da costa da Roménia. Estes ataques irresponsáveis põem em perigo vidas inocentes e desafiam abertamente o direito internacional”, afirmou.
O Presidente romeno, Nicusor Dan, responsabilizou hoje a Rússia pela morte de uma pessoa e do desaparecimento de outras três que estavam a bordo de uma embarcação em situação de emergência no mar Negro.
De acordo com as autoridades romenas, a tripulação era composta por dez cidadãos ucranianos e três azeris.
Nas últimas três semanas, drones atingiram vários navios da Marinha Mercante no mar Negro, ao largo da costa da Roménia e da Bulgária, em pleno conflito russo-ucraniano.
Na semana passada, sete tripulantes desapareceram na costa romena depois de um drone ter atacado o “Wine Trader”, um navio-tanque de produtos químicos que acabou por se incendiar.
O facto foi relatado por Nicusor Dan, que pediu o fim dos ataques, que considerou inaceitáveis.
A Roménia já solicitou à NATO o fornecimento de mais equipamento para fazer face à situação.

