A CP – Comboios de Portugal alertou para possíveis perturbações devido a uma greve convocada pelo sindicato SFRCI para o dia 30 de outubro, sendo que o impacto também poderá ser sentido no dia anterior e no seguinte.
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21/10/2026
por
Beatriz Vasconcelos, Lusa
A CP – Comboios de Portugal alertou para possíveis perturbações devido a uma greve convocada pelo sindicato SFRCI para o dia 30 de outubro. O impacto também poderá ser sentido no dia anterior e no seguinte.
“Por motivo de greve convocada, pelo sindicato SFRCI, para dia 30 de outubro, preveem-se perturbações na circulação de comboios, com possíveis impactos também no dia anterior e seguinte“, anunciou a transportadora, em comunicado.
A empresa adianta que “aos clientes que já tenham bilhetes adquiridos para viajar em comboios dos serviços Alfa Pendular, Intercidades, Internacional, InterRegional e Regional, a CP permitirá o reembolso, no valor total do bilhete adquirido, ou a sua troca gratuita para outro comboio da mesma categoria e na mesma classe“.
Assim, para obter o reembolso ou troca de forma automática, a CP recomenda:
- Online (para bilhetes adquiridos nos canais digitais), através do site CP – na área “Pós-Venda” ou na App CP – em “As minhas viagens”, até 15 minutos antes da partida do comboio da estação de origem do cliente;
- Nas bilheteiras CP, antes ou após a data da viagem, e até 10 dias após o fim da greve.
Além disso, “pode também solicitar o reembolso através do formulário online ‘Reembolso por Atraso ou Supressão’, sujeito a tempos de resposta superiores”.
“Para mais informações, por favor consulte: Linha de Atendimento (Chamadas nacionais: 210 900 032 (Preço de uma chamada para a rede fixa de acordo com o seu tarifário) ou 808 109 110 (Preço de uma chamada local de acordo com o seu tarifário, com máximo de 0,07€ + IVA no primeiro minuto e 0,0277€ + IVA por cada minuto seguinte nos dias úteis das 9h às 21h ou 0,0084€ + IVA das 21h às 9h, fins de semana e feriados, conforme definido pela Anacom), Gabinetes de Apoio ao Cliente ou Bilheteiras CP”, nota.
Há greve no Metro de Lisboa na mesma altura
De recordar também que os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa (ML) vão cumprir duas greves parciais a 28 e 30 de outubro, segundo fonte sindical e da transportadora, que vai requerer a fixação de serviços mínimos ao Tribunal Arbitral.
“Relativamente a estes novos pré-avisos, o Metro de Lisboa irá igualmente [como fez na greve de quarta-feira] requerer ao Tribunal Arbitral a fixação de serviços mínimos, procurando minimizar os constrangimentos para os passageiros e assegurar, na medida do possível, a continuidade de um serviço público essencial à mobilidade da cidade”, refere a empresa em comunicado.
As organizações sindicais representativas dos trabalhadores apresentaram novos pré-avisos de greve parcial para os dias 28 e 30 de outubro, entre as 05:00 e as 10:00.
De acordo com Sara Gligó, dirigente da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans) e do STRUP – Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal, em causa estão as mesmas revindicações que estiveram na origem da greve de quarta-feira, dia 14 de outubro, que levou à suspensão da circulação por 24 horas.
Segundo a dirigente, em causa estão problemas persistentes no Posto de Comando Central (PCC) e nos Postos de Tracção.
A greve surge perante os incumprimentos e a falta de respostas concretas da administração da empresa desde a assinatura do acordo de 13 de abril de 2026″, referi.
Entre os problemas identificados pelos sindicatos estão a falta de trabalhadores no PCC e na Tração, o recurso excessivo a trabalho suplementar, a existência de turnos prolongados, atrasos na formação de encarregados e inspetores e o que consideram ser um esvaziamento das funções das chefias.
“Ao longo dos últimos meses, as estruturas sindicais mantiveram-se disponíveis para negociar, enviaram ofícios, solicitaram reuniões específicas sobre as chefias da DOP e analisaram documentos apresentados pela empresa. No entanto, consideram que as respostas foram insuficientes”, segundo a FECTRANS.
Hoje, em comunicado, a empresa lamentou os constrangimentos para os passageiros e reafirmou a disponibilidade para prosseguir o diálogo com as organizações sindicais.
No entanto, o Conselho de Administração considerou “desproporcional a realização de paralisações, atendendo ao impacto significativo que têm na vida dos passageiros e ao facto de se manterem abertas as possibilidades de diálogo e de estarem já em curso medidas concretas para responder às reivindicações apresentadas”.
[Notícia atualizada às 14h20]

