Detida mãe do suspeito de ataque terrorista em França (e não é a única)

Detida mãe do suspeito de ataque terrorista em França (e não é a única)

Pelo menos três pessoas, incluindo a mãe do suspeito do ataque terrorista que se passou na sexta-feira nos arredores de Paris, em França, foram detidas. Prisão preventiva do atirador foi prorrogada.

© Dimitar DILKOFF / AFP via Getty Images


24/10/2026
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Notícias ao Minuto

Pelo menos três pessoas próximas do homem que levou a cabo um ataque terrorista nos arredores de Paris, na sexta-feira, foram também detidas. A mãe do atirador, identificado Kevin T., é uma das detidas.

 

A informação é avançada pelas publicações francesas que, citando a Procuradoria Nacional Antiterrorismo, dão conta de que também a prisão preventiva do suspeito foi prorrogada, na manhã deste sábado.

Segundo a publicação Le Monde, o suspeito, identificado como Kevin T., de 39 anos, alegou ter agido na sequência do vandalismo que está a ser cometido no país a lojas e locais de comércio, numa altura em que França é palco de protestos.

Segundo fontes ouvidas pelo mesmo jornal, o homem vangloriou-se de ter “vingado os comerciantes”.

O ataque aconteceu em Trappes e Yvelines e, de acordo com o balanço mais recente, houve uma vítima mortal e cinco feridos, entre os quais uma criança de 12 anos.

Na sexta-feira, o presidente francês  disse que este “atentado terrorista racista” representa “um ponto de viragem no país”, atribuindo-o ao “ambiente de instabilidade que certos discursos estão a criar”.

“É um ponto de viragem, porque é a primeira vez no nosso país que se comete um ato terrorista planeado para matar os nossos compatriotas, as nossas crianças, apenas por causa da cor da sua pele ou da sua suposta religião”, sustentou Emmanuel Macron, durante uma visita a Trappes, uma localidade a cerca de 30 quilómetros a sudoeste da capital francesa.

Macron salientou que o caráter racista do atentado, a principal linha de investigação apresentada pela Procuradoria Nacional Antiterrorismo (PNAT), assenta “no que o suspeito disse nas primeiras horas” após a detenção, ao “assumir o seu ato” como motivado pela “cor da pele” das vítimas.

 

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