O líder do Chega, André Ventura, deixou claro que “suspeita” mais da ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, do que da Polícia Judiciária. Ventura diz governante pode ter mentido “para encobrir o seu colega da Administração Interna”.
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09/09/2026
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Notícias ao Minuto
O presidente do Chega, André Ventura, reagiu, esta quarta-feira, às declarações da ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, que hoje foi chamada ao Parlamento.
“Tudo pode ter acontecido. Queremos acreditar que as instituições em Portugal que têm o dever de investigar e de fazer investigação de natureza criminal e policial não mentem – nem aos seus cidadãos, nem aos seus governantes que os tutelam”, apontou, em declarações aos jornalistas na Assembleia da República.
Sublinhando que “é preciso perceber o que aconteceu”, Ventura disse que o diretor nacional da PJ “deve também explicar que informação deu à ministra da Justiça para evitar que a ministra da Justiça continue a dizer e a determinar que a PJ lhe mentiu”.
“Temos todas as condições para suspeitar de que é o contrário. A ministra da Justiça mentiu ao Parlamento para encobrir o seu colega da Administração Interna. É mais razoável essa suspeita do que a suspeita de que a PJ tenha mentido à ministra da Justiça”, considerou.
Falando nas declarações feitas há algumas horas, Ventura apontou que a governante “deixou claro para o país todo que, afinal, o tal valor de 150 mil euros para a destruição do material, não era só daquele material, era do material todo. Nada foi feito. Ficámos sem saber onde está esse material. E onde é que está esse material? Quer o material apreendido, quer a própria droga”.
No Parlamento, Ventura disse também que as polémicas em causa representavam um “lamaçal” e que “começa a haver, já disse ao Presidente da República, severas suspeitas de conluio, de má conduta e de comportamento absolutamente inapropriado com criminosos por parte do ministro Luís Neves”.
Ainda quanto a Rita Alarcão Júdice, Ventura afirmou que tinha duas hipóteses: “Ou demarcava-se disto e dizia ‘não tenho nada que ver com isto’ ou tentava explicar por que razão é que os seus comportamentos foram de encobrimento e de mentira ao Parlamento. E isso não aconteceu”.
A ministra da Justiça foi ouvida na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias a pedido do Chega, a propósito de um incidente que aconteceu no Estabelecimento Prisional de Lisboa (EPL). Contudo, não foi só sobre isso que falou – e o que se destaca, das suas declarações, tem, na verdade, a ver com o caso Luís Neves.
Rita Alarcão Júdice assegurou, no Parlamento, que ninguém mentiu em relação à informação sobre a destruição de químicos apreendidos na operação Pacoba e disse que pediu esclarecimentos diretamente ao diretor nacional da Polícia Judiciária.
A governante sublinhou aos deputados que “não houve qualquer mentira, ninguém mentiu” em relação aos 144 mil euros pedidos para destruição de químicos pela PJ.

