Eclipse solar em agosto? Já foi eleito “local privilegiado” para assistir

Eclipse solar em agosto? Já foi eleito

Ainda que o eclipse solar possa ser visto em todo o país e ilhas, só há uma região onde será possível assistir ao fenómeno na sua totalidade. Ainda assim, a cobertura do disco solar estará acima dos 90% em todo o território continental.

© Getty Images


22/07/2026
por

Miguel Patinha Dias

Será no próximo mês, no dia 12 de agosto, que será possível assistir a um eclipse total do Sol a partir de Portugal. Em ocasiões anteriores, o fenómeno só foi observável em outros países, mas no próximo mês também teremos a oportunidade de desfrutar deste acontecimento.

 

Contudo, é importante sublinhar que o eclipse total do Sol não será observado da mesma forma em todo o território continental. Como nota a página Meteo Trás os Montes no Facebook, o disco solar só ficará 100% coberto a norte do país, com os responsáveis a elegerem a aldeia de Rio de Onor como o “local privilegiado” para observar o fenómeno.

À medida que seguimos para sul, haverá uma percentagem cada vez menor da cobertura do disco solar mas, felizmente, nunca ficará abaixo dos 90%. Em Faro, por exemplo, o disco solar estará 92,7% coberto e, ainda que se trate de um eclipse parcial, será ainda assim “muito expressivo”.

Astronautas da NASA publicam imagens de auroras austrais

Astronautas da NASA publicaram hoje imagens de uma série de auroras austrais capturadas da Estação Espacial Internacional (ISS), visíveis no último fim de semana no extremo sul do planeta a partir de uma cápsula Dragon, da SpaceX.

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Escusado será dizer que as condições meteorológicas certas terão de estar reunidas para observar este eclipse solar, pelo que não é garantido que todos os locais estejam com céu limpo o suficiente para admirar o fenómeno.

“Durante a fase máxima do eclipse, a temperatura poderá baixar ligeiramente, a luz ambiente ganhar uma tonalidade diferente e alguns animais poderão alterar o seu comportamento, criando uma sensação semelhante ao anoitecer”, escreve no Facebook a página Meteo Trás os Montes.

Estes não são, todavia, os únicos cuidados que terá de ter com o eclipse solar de 12 de agosto.

Astrofísico alerta para uso de óculos certificados

O astrofísico Pedro Machado alertou que o uso de óculos certificados para a observação do eclipse solar, a 12 de agosto, sob pena de lesões graves nos olhos, que podem ser irreparáveis.

O cientista e comissário nacional para o eclipse do Sol 2026 esteve em Bragança, hoje, onde abordou descobertas científicas e curiosidades sobre este fenómeno e advertiu para os cuidados a ter durante a observação, que não deve ser “em tempo contínuo”, ou seja, “deve-se olhar durante alguns segundos e desviar o olhar”.

“Se olharem para o Sol, têm de o fazer com os óculos sempre. Em qualquer sítio, no Algarve, no Alentejo, em Trás-os-Montes (…) e mesmo onde há o eclipse total é só quando fica de noite que podem tirar os óculos durante 26 segundos”, afirmou.

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Segundo Pedro Machado, os óculos devem ser certificados, deixando passar «somente uma parte em mil da luz solar», insuficiente para provocar lesões oculares, e podem ser adquiridos no Centro de Ciência Viva de Bragança, mas também em farmácias.

Deixou ainda o alerta para o uso de câmaras fotográficas, binóculos e telescópios com proteção adequada para o efeito, para visualização direta. Caso contrário, além de danificar os aparelhos, também cria graves lesões na retina.

“Tem que se ter cuidado, ponto. Não há cuidados médios, há o não ter cuidado ou ter cuidado. Por favor, toda a gente tenha cuidado”, afirmou.

O eclipse do sol acontece quando a Terra, a Lua e o Sol estão alinhados, e a Lua oculta totalmente ou parcialmente o disco solar por alguns momentos. Em Portugal, o último eclipse total aconteceu em 1912.

O astrofísico fala de um fenómeno “raro”, “fascinante” e “único nas nossas vidas”, que “vale a pena” assistir.

Como reagem os animais a um eclipse? Bragança vai estudar

O Instituto Politécnico de Bragança revelou hoje que vai estudar o comportamento dos animais no momento do eclipse solar, que acontece a 12 de agosto mas a sua totalidade é apenas visível numa parte do Parque Natural de Montesinho.

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“Ser 99%, ser 99.9% ou 98% é quase igual. Há uma pequena diferença quando se fica de noite, que é só num ponto, mas aí há algumas contingências em relação a esse assunto, aí vê-se estrelas durante o dia, por fica de noite, é muito curto, são 26 segundos e eventualmente vai-se ver a coroa solar”, sublinhou.

Além da escuridão, são esperados ainda outros acontecimentos, como sombras, no formato do sol, e vento. “O vento do eclipse vai se ver no país todo, a projeção debaixo das abres, do disco solar, com o andamento do eclipse, vai se ver no país todo, até nos Açores e na Madeira”, acrescentou.

Em Portugal, o eclipse total só volta a acontecer daqui a mais de 100 anos. No entanto, já no próximo ano este fenómeno raro pode ser assistido no Sul de Espanha e na Tunísia.

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