Em Espanha, as chamadas de pedidos de assistência em estrada dispararam mais de 77 por cento face ao mesmo período horário do dia anterior, nas três horas seguintes ao eclipse solar.
© Shutterstock
17/08/2026
por
No passado dia 12 de agosto, a Península Ibérica foi brindada com um raro eclipse total do sol. E o fenómeno terá tido um forte impacto na circulação rodoviária em Espanha.
O Real Automóvel Clube de Espanha (RACE) registou um forte aumento das chamadas com pedidos de assistência em estrada nas três horas seguintes ao eclipse do sol. E tal não será alheio ao facto de terem existido deslocações associadas ao fenómeno concentradas depois do final do mesmo – com consequentes alterações ao trânsito face aos padrões habituais.
De acordo com um comunicado, o aumento de chamadas foi de 77,3 por cento face ao mesmo período horário do dia anterior. Situações relativas ao motor e mecânica, jantes e pneus e arranque, bateria e sistema elétrico representaram 76 por cento dos contactos de assistência encetados no dia do eclipse.
São dados que apontam para a presença de mais veículos em estrada e regressos em simultâneo, para além de um tráfego lento durante várias horas. Foi, também, um dia de temperaturas altas. É que se a deslocação para pontos de observação pode ter sido mais gradual ao longo do dia, os regressos aconteceram sobretudo em simultâneo quando o fenómeno terminou.
As situações de motor, refrigeração e mecânica representaram 39,4 por cento dos pedidos de assistência ao longo do dia, enquanto o reporte de situações em que o veículo “parou” cresceu 40 por cento comparando com o dia anterior – o que, diz o RACE, “reforça a relação entre o aumento de chamadas, as paragens posteriores ao eclipse e a maior exposição dos veículos a condições de tráfego lento, calor e tempos de utilização superiores ao previsto“.
Também houve uma grande preponderância de incidentes relativos a rodas e pneus (19,2 por cento do total), que são “particularmente relevantes em dias com mais deslocações, percursos mais longos do que o habitual ou circulação por estradas secundárias e zonas de acesso a pontos de observação”.
Existiram, igualmente, mais avarias relacionadas ao sistema de transmissão (64,7 por cento a mais do que no mesmo dia da semana anterior). O clube fala de uma evolução compatível com “paragens, tráfego intermitente e regressos simultâneo”, com muito para-arranca e marcha a velocidades baixas.
E os acidentes?
Enquanto as situações reportadas relativas à saúde dos veículos aumentaram exponencialmente, os acidentes não parecem ter sido um problema significativo.
Os dados recolhidos para o RACE mostram que representaram 1,7 por cento do total de chamadas recebidas. Números estes que, segundo um comunicado, mostram que o eclipse “teve mais impacto na assistência e nas avarias do que na sinistralidade”.

