Os Estados Unidos ajudaram os países do Golfo Pérsico a exportar 1,5 mil milhões de barris de petróleo pelo Estreito de Ormuz, desde o verão, revelou o CENTCOM.
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25/10/2026
por
Lusa
Os Estados Unidos ajudaram os países da região do Golfo Pérsico a exportar 1,5 mil milhões de barris de petróleo através do estreito de Ormuz, desde o verão, revelou hoje o comando militar norte-americano para o Médio Oriente (CENTCOM).
Num comunicado partilhado na rede social X, o CENTCOM revelou igualmente que mais de 3.000 navios comerciais atravessaram com sucesso o Estreito de Ormuz, 95% dos quais “puderam navegar com total segurança”, contornando o bloqueio iraniano.
O Irão reivindica o controlo do estreito de Ormuz desde o final de fevereiro, no início da guerra no Médio Oriente, em 28 de fevereiro, com os ataques norte-americanos e israelitas a Teerão.
A República Islâmica exige que os navios obtenham autorização para atravessar o estreito, por onde transitava antes da guerra um quinto das exportações mundiais de petróleo.
Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel atacaram o Irão, resultando na morte do Líder Supremo, o ayatollah Ali Khamenei, assim como de altos oficiais militares.
Em represália, o Irão levou a cabo ataques contra os interesses norte-americanos na região e contra Israel, ao mesmo tempo que restringiu o acesso ao Estreito de Ormuz, via estratégica para o abastecimento energético global.
Washington respondeu impondo um bloqueio aos portos iranianos, prejudicando as exportações de petróleo e as trocas comerciais do país.
Um acordo de cessar-fogo, que visava pôr fim às hostilidades em meados de junho, falhou, com ambos os lados a acusarem-se respetivamente de violar os seus termos.
Desde então, os Estados Unidos têm realizado ataques esporádicos contra alvos iranianos, enquanto o Irão passou a atacar navios que tentam atravessar o estreito sem a sua autorização.
Na rede social X, o almirante Brad Cooper, do CENTCOM, escreveu que “as principais rotas de navegação do estreito de Ormuz permanecem livres de quaisquer minas iranianas, graças aos esforços notáveis” da presença norte-americana.

