EUA. Empresa de lusodescendentes prevê aumento de receitas em 2026

EUA. Empresa de lusodescendentes prevê aumento de receitas em 2026

O negócio de combustíveis marinhos Clipper Oil, fundado pelo lusodescendente Kenny Alameda em San Diego, vai registar um aumento significativo das receitas em 2026 devido ao aumento do preço dos combustíveis, disse à Lusa o vice-presidente Kevin Alameda.

© Clipper Oil/ Instagram


01/11/2026
por

Lusa

Clipper Oil

O negócio de combustíveis marinhos Clipper Oil, fundado pelo lusodescendente Kenny Alameda em San Diego, vai registar um aumento significativo das receitas em 2026 devido ao aumento do preço dos combustíveis, disse à Lusa o vice-presidente Kevin Alameda.

 

“Os nossos volumes cresceram em relação ao ano passado e esse é o objetivo a cada ano, vender mais combustível do que no anterior”, afirmou o executivo, na sede da empresa em Point Loma, onde há uma grande comunidade de origem portuguesa.

“As receitas vão subir de forma tremenda este ano porque o preço do combustível duplicou desde o início da guerra no Irão”, explicou.

A empresa, fundada em 1985, está a vender mais de 100 milhões de galões de combustível por ano em todo o mundo em 2.500 portos, incluindo o de Lisboa.

“Temos um contrato com a Marinha e a Guarda Costeira dos Estados Unidos em Lisboa”, disse Kevin Alameda. “Quando um navio norte-americano liga para Lisboa a precisar de ‘bunkers’, a Clipper Oil é a empresa que os fornece, o que nos orgulha por causa da herança portuguesa e a forma como esta empresa foi fundada”.

Esta linha de negócio espelha a expansão de uma empresa cujas origens estiveram ligadas aos barcos de pesca de atum da comunidade portuguesa em San Diego, que hoje tem cerca de 20 mil pessoas e já está pouco envolvida na atividade.

A expansão incluiu a abertura de um escritório em Singapura e outro em Pago Pago, Samoa Americana.

“Estamos sempre a olhar para crescimento contínuo e diversificação da base de clientes”, disse Kevin Alameda.

O seu pai, Kenny Alameda, é uma referência da comunidade luso-americana e empresarial de San Diego, tendo sido nomeado em 2013 pelo então Presidente norte-americano, Barack Obama, como comissário dos Estados Unidos na Comissão para a Conservação e Gestão dos Stocks de Peixe Altamente Migratório no Oceano Pacífico Ocidental e Central.

O seu apelido, contou, tornou-se Alameda quando os avós emigraram para os Estados Unidos, vindos dos Açores e de Portugal Continental. “O nome real era ‘De Almeida’ e transformou-se em Alameda”, contou o lusodescendente, que se mantém muito ligado à comunidade.

“Ainda hoje, alguns dos meus melhores amigos são pessoas com quem cresci e com quem andei na escola, e tenho orgulho disso”, afirmou. “A comunidade portuguesa de San Diego é muito coesa e entreajuda-se. Acho que nunca ninguém esqueceu de onde veio”.

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