Francesco Farioli agradece a “pequena lembrança” que André Villas-Boas lhe deu, antes da vitória sobre o Académico de Viseu, que valeu o acesso à final four da Taça da Liga, e explica o que pretende de Gabriel Mec.
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29/10/2026
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O FC Porto carimbou, esta quarta-feira, o apuramento para as meias finais da Taça da Liga, ao receber e bater o Académico de Viseu, por 1-0, na sequência de uma grande penalidade convertida por Santiago Giménez, à beira do apito para o intervalo, num jogo onde Francesco Farioli aproveitou para dar minutos aos jogadores mais utilizados do plantel.
Um deles foi Gabriel Mec, criativo de apenas 18 anos de idade, que foi adquirido, no passado mercado de transferências de verão, ao Grêmio, a troco de uma verba na ordem dos 11 milhões de euros (mais um milhão de euros em bónus), que ainda não tinha tido a oportunidade de se estrear, mas cuja exibição acabou por convencer o treinador italiano.
“É um jogador versátil, capaz de desempenhar várias funções. Até ao momento, tem trabalhado connosco maioritariamente como extremo, tanto na esquerda como, por vezes, na direita, ou seja, aberto na linha, ainda que tenha a tendência natural de fletir para o corredor central, podendo, igualmente, jogar por dentrom como fez hoje”, começou por afirmar.
“Quando atua pelo meio, as exigências posicionais diferem daquelas a que está habituado, precisa de encontrar a altura certa para receber entre linhas e calibrar as combinações e a ligação com os companheiros. Teve pormenores muito interessantes, dois ou três bons dribles e um remate perigoso que quase deu golo, travado por uma grande intervenção do guarda-redes”, prosseguiu.
“Deixou uma imagem positiva, com excelente atitude e espírito de grupo. Fico muito satisfeito pela sua estreia oficial e pelo rendimento apresentado”, completou, perante os jornalistas.
A explicação para o novo sistema tático do FC Porto
O treinador dos campeões nacionais em título aproveitou, ainda, a ocasião para explicar por que optou por apostar num sistema tático assente numa linha de três defesas: “No último jogo em Barcelos, frente ao Gil Vicente, a lesão do Oskar [Pietuszewski] levou-me a refletir. Estávamos um pouco curtos nas alas, com o William [Gomes] a recuperar, o Pepê a acumular muitos minutos e partidas de grande exigência, e o Borja [Sainz] numa situação idêntica”.
“Procurei protegê-los ao máximo. Ao mesmo tempo, este desenho permitiu colocar os jogadores nas suas posições ideais. O Mec a jogar mais por dentro, o [Dominik] Prpic como central descaído para a ala, papel que assenta na perfeição nas suas características, e o mesmo em relação ao Nehuén [Pérez]. Foi uma decisão lógica, assim que soubemos da disponibilidade do Prpic”, apontou.
“É uma estrutura que já utilizei no passado, designadamente, na Turquia, onde jogámos assim durante seis ou sete meses. Estava bastante confiante de que a equipa conseguiria assimilar a nova ideia em poucos dias. Na verdade, estiveram muito bem e o jogo foi agradável, embora, como é evidente, a margem de progressão continue a ser grande” acrescentou.
“Antes da conferência, André Villas-Boas ofereceu-me uma pequena lembrança, mas…”
A terminar, Francesco Farioli desvalorizou o facto de ter conquistado aquela que foi a 50.ª vitória no comando técnico do FC Porto: “Antes da conferência, o presidente [André Villas-Boas] ofereceu-me uma pequena lembrança, mas, na realidade, mais do que as minhas 50 vitórias, são 50 vitórias deste grupo”.
“É um plantel pelo qual já demonstrei várias vezes o carinho e o respeito que tenho, não apenas enquanto futebolistas, mas sobretudo pelo valor humano de cada um. É uma marca bonita, porque ganhar ajuda sempre a consolidar processos e aproxima-nos da conquista de troféus. No entanto, é um objetivo cumprido que fica para trás. Olhamos já em frente, conscientes de que temos uma semana crucial pela frente, a começar pelo jogo deste fim de semana, em casa, frente ao Estoril”, concluiu.

