A chinesa Geely tem nova liderança, depois da saída do seu fundador Eric Li dos cargos que ocupava enquanto presidente do conselho de administração e diretor-executivo depois de quatro décadas.
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18/08/2026
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Há mudanças significativas na estrutura da chinesa Geely. A empresa automóvel viu o seu histórico fundador em novembro de 1986, Eric Li, sair dos cargos de liderança: presidente do conselho de administração e de diretor-executivo da Geely Automobile Holdings após quatro décadas.
No entanto, mantém-se como acionista maioritário, para além de ter sido nomeado presidente honorário vitalício, segundo foi anunciado na conferência de resultados esta segunda-feira (17 de agosto). Por outro lado, conserva os cargos que ocupa dentro do Zhejiang Geely Holding Group, onde preside ao conselho de administração.
No seu discurso, Eric Li afirmou: “A indústria automóvel é uma maratona sem meta. A sustentabilidade de uma empresa é determinada pelo seu compromisso para com a sucessão e com os seus valores nucleares, com as pessoas a serem o elemento central desse legado cultural. De uma perspetiva de governação, estamos a liderar ao implementar rigorosamente um sistema empresarial moderno, a cultivar ativamente talento profissional e a construir uma equipa de gestão de classe mundial para garantir a operação transparente e efetiva da estrutura de três níveis”.
A sucessão na Geely Automobile Holdings é assegurada por Andy An, que se torna presidente do conselho de administração – contribuindo com a sua experiência interna e no setor automóvel.
Já Dong Hui deixa de ser vice-presidente do conselho de administração, lugar ocupado por Gui Sheng Yue. O novo diretor-executivo é Jerry Gan, que terá a cargo as operações diárias e a execução dos objetivos de longo termo.
A Geely está presente não só na China, como em vários mercados globais, onde se está a expandir. Em Portugal, está presente não só com a marca própria, como também com a Zeekr. Tem participações maioritárias na Volvo e na Lotus, possui mais de 48 por cento da Polestar e metade da smart e 49 por cento da Lynk & Co. Tem, ainda, uma percentagem da Aston Martin.
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