Os rebeldes Huthis do Iémen reivindicaram ataques contra aeroportos em Riade e Dammam, que resultaram em pelo menos 13 mortos, segundo as autoridades sauditas.
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11/10/2026
por
Lusa
Os rebeldes Huthis do Iémen reivindicaram hoje uma série de ataques contra aeroportos na capital da Arábia Saudita, Riade, e em Dammam e infraestruturas energéticas, que fizeram pelo menos 13 mortos, depois da morte de um ferido indiano.
O porta-voz militar dos insurgentes, Yahya Sarea, afirmou num comunicado que a primeira operação teve como alvo o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, que foi atacado em três fases desde a noite de sexta-feira, provocando “a interrupção do tráfego aéreo e o encerramento total” das instalações.
Depois da confirmação da morte, hoje, pela embaixada da Índia na Arábia Saudita de um cidadão ferido no sábado, subiu para pelo menos 13 o número de pessoas mortas e outras 309 feridas no sábado num ataque contra o aeroporto em Riade, segundo as autoridades sauditas.
Também hoje, as autoridades denunciaram que um projétil “desconhecido” atingiu o Terminal 4.
No comunicado citado pela agência espanhola de notícias, a Efe, Yahya Sarea não especificou se os Huthis foram os responsáveis por este último ataque, que provocou um incêndio no terminal de passageiros, o qual, segundo a Autoridade Geral de Aviação saudita, causou feridos, embora se desconheça até ao momento o número de vítimas.
Por outro lado, o porta-voz afirmou também que os Huthis atacaram o Aeroporto Internacional Rei Fahd, na cidade de Dammam, no noroeste do país, no sábado à noite, sem fornecer detalhes sobre os danos.
Ainda no sábado, as autoridades da Arábia Saudita informaram apenas que um projétil “caiu nas imediações” das instalações.
Além disso, os Huthis também reivindicaram ataques contra a instalação de gás de Shugadam, da Aramco, na Província Oriental, bem como contra a refinaria de petróleo de Tanajib, da mesma empresa estatal e na mesma zona, onde Sarea afirmou que ocorreram “grandes incêndios”.
Estes ataques foram uma resposta aos bombardeamentos contínuos da coligação militar liderada por Riade, que intervém no Iémen desde 2015 e que agora presta apoio aéreo às tropas do Governo iemenita internacionalmente reconhecido na sua operação para recuperar as zonas do país sob controlo dos Huthis, incluindo a capital, Sanaa.
O porta-voz do grupo rebelde afirmou ainda que os caças sauditas realizaram 124 bombardeamentos nas últimas 24 horas contra posições dos insurgentes no Iémen, elevando assim para pelo menos 2.058 o número de ataques aéreos da coligação desde o começo da escalada, no início de setembro.
Os Huthis intensificaram as ações contra a Arábia Saudita depois de Riade ter dado apoio à contraofensiva lançada há alguns dias pelas forças do Governo iemenita para expulsar os Huthis de toda a costa do Mar Vermelho e das zonas do noroeste do Iémen que controlam desde o início da guerra civil, em 2014.

