Grupo R4 condena ataques na Arábia Saudita

Grupo R4 condena ataques na Arábia Saudita

O Grupo R4 condenou veementemente os recentes ataques dos rebeldes Huthis contra aeroportos e instalações petrolíferas na Arábia Saudita, que provocaram pelo menos 13 mortos e centenas de feridos. As quatro nações manifestaram total solidariedade com Riade perante a grave escalada de violência na região.

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11/10/2026
por

Lusa

O Grupo R4, formado pelo Paquistão, o Egipto, a Turquia e a Arábia Saudita, condenou hoje os ataques recentes das milícias Huthis iemenitas na Arábia Saudita, nomeadamente o do aeroporto de Riade, no qual morreram pelo menos 13 pessoas.

 

Num comunicado citado pela agência Europa Press, os quatro países condenam “nos termos mais veementes os ataques hostis perpetrados pela milícia Huthi contra o Reino da Arábia Saudita”, destacando os ataques “cruéis” contra o aeroporto da capital saudita por terem causado “mortes de civis” e “danos à infraestrutura civil”. Algo, que salientam, constitui “uma violação flagrante do Direito Internacional”.

Além disso, “constituem uma violação flagrante da soberania e da integridade territorial do Reino”, prejudicam a segurança da população civil e representam “uma escalada perigosa que não pode ser justificada, nem aceite sob qualquer pretexto”.

Por isso, expressam a sua “solidariedade” com a Arábia Saudita, “incluindo as medidas legítimas que adote para combater estes ataques, dissuadi-los na sua origem e evitar que se repitam”, sempre “em conformidade com a Carta das Nações Unidas e o Direito Internacional”.

O Grupo R4 considera os Huthis “totalmente responsáveis” pelos ataques e pelas consequências que daí advierem para a paz e a segurança regional e internacional, apelando a “uma cessação imediata e incondicional destes ataques”.

Os rebeldes huthis do Iémen reivindicaram hoje uma série de ataques contra aeroportos na capital da Arábia Saudita, Riade, e em Dammam e infraestruturas energéticas.

O porta-voz militar dos insurgentes, Yahya Sarea, afirmou num comunicado que a primeira operação teve como alvo o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, que foi atacado em três fases desde a noite de sexta-feira, provocando “a interrupção do tráfego aéreo e o encerramento total” das instalações.

Depois da confirmação da morte, hoje, pela embaixada da Índia na Arábia Saudita de um cidadão ferido no sábado, subiu para pelo menos 13 o número de pessoas mortas e outras 309 feridas no sábado no ataque contra o aeroporto em Riade.

Também hoje, as autoridades sauditas denunciaram que um projétil “desconhecido” atingiu o Terminal 4 do mesmo aeroporto.

No comunicado citado pela agência espanhola de notícias, a Efe, Yahya Sarea não especificou se os Huthis foram os responsáveis por este último ataque, que provocou um incêndio no terminal de passageiros, o qual, segundo a Autoridade Geral de Aviação saudita, causou feridos, embora se desconheça até ao momento o número de vítimas.

Por outro lado, o porta-voz afirmou também que os Huthis atacaram o Aeroporto Internacional Rei Fahd, na cidade de Dammam, no noroeste do país, no sábado à noite, sem fornecer detalhes sobre os danos.

Ainda no sábado, as autoridades da Arábia Saudita informaram apenas que um projétil “caiu nas imediações” das instalações.

Além disso, os Huthis também reivindicaram ataques contra a instalação de gás de Shugadam, da Aramco, na Província Oriental, bem como contra a refinaria de petróleo de Tanajib, da mesma empresa estatal e na mesma zona, onde Sarea afirmou que ocorreram “grandes incêndios”.

Estes ataques foram uma resposta aos bombardeamentos contínuos da coligação militar liderada por Riade, que intervém no Iémen desde 2015 e que agora presta apoio aéreo às tropas do Governo iemenita internacionalmente reconhecido na sua operação para recuperar as zonas do país sob controlo dos Huthis, incluindo a capital, Sanaa.

O porta-voz do grupo rebelde afirmou ainda que os caças sauditas realizaram 124 bombardeamentos nas últimas 24 horas contra posições dos insurgentes no Iémen, elevando assim para pelo menos 2.058 o número de ataques aéreos da coligação desde o começo da escalada, no início de setembro.

Os Huthis intensificaram as ações contra a Arábia Saudita depois de Riade ter dado apoio à contraofensiva lançada há alguns dias pelas forças do Governo iemenita para expulsar os Huthis de toda a costa do Mar Vermelho e das zonas do noroeste do Iémen que controlam desde o início da guerra civil, em 2014.

Huthis reivindicam ataques ao aeroporto de Riade

Os rebeldes Huthis do Iémen reivindicaram os ataques ao aeroporto internacional de Riade, incluindo o que matou 12 pessoas e outro que causou um incêndio no terminal 4.

Lusa | 17:39 – 11/10/2026