Os rebeldes huthis do Iémen confirmaram hoje que o número de mortos num ataque a um mercado no sudoeste do país subiu para 30, com oito feridos, segundo um comunicado divulgado pela agência Saba.
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06/11/2026
por
Lusa
Os rebeldes huthis do Iémen anunciaram hoje que subiu para 30 o número de mortos num ataque contra um mercado no sudoeste do país, que atribuem à Arábia Saudita.
Num comunicado divulgado pela agência de notícias do movimento Saba, o Ministério da Saúde huthi referiu 30 mortos e oito feridos, acrescentando que as equipas de socorro continuavam “as operações de busca de corpos sob os escombros”.
O balanço anterior dos rebeldes dava conta de pelo menos 20 mortos e dez feridos.
Os bombardeamentos ocorreram na província de Taiz, cuja cidade homónima, no oeste do país, se encontra cercada há semanas pelos huthis.
A aviação saudita levou a cabo três ataques contra um mercado, causando 30 mortos e oito feridos entre a população civil, afirmou o Ministério da Saúde controlado pelo grupo armado pró-iraniano.
O porta-voz militar do movimento, Yahya Saree, precisou que os ataques foram levados a cabo por um avião que descolou da base saudita de Khamis Mushait, no sul do reino saudita.
Por seu lado, as forças governamentais, apoiadas por Riade, acusaram o inimigo de ter atacado o mercado com um míssil balístico, tendo o seu porta-voz, Majid al-Nazili, denunciado um “crime de guerra”.
O Iémen mergulhou novamente na guerra em julho, após anos de acalmia, abrindo uma nova frente no conflito no Médio Oriente.
Os combatentes pró-iranianos lançaram, em setembro, uma ofensiva no oeste do país, o que lhes permitiu reforçar o seu domínio sobre o estratégico estreito de Bab el-Mandeb, que liga a Europa à Ásia através do Canal do Suez.
Os rebeldes huthis, um grupo pró-Irão, dominam grande parte do território iemenita, incluindo a capital, Sana.
O Exército do Governo iemenita internacionalmente reconhecido está a lutar contra os rebeldes com a ajuda de uma coligação liderada pela Arábia Saudita.
Desencadeado em 2014, o conflito no Iémen, o país mais pobre da Península Arábica, foi retomado em julho, no contexto da guerra regional, após quatro anos de relativa calma.
Desde o verão, os confrontos provocaram mais de 1.600 mortos e 300.000 deslocados, segundo dados da ONU, não havendo perspetivas de uma solução diplomática a breve prazo.

