Hutis anunciam ataques à petrolífera saudita Aramco após bombardeamentos

Hutis anunciam ataques à petrolífera saudita Aramco após bombardeamentos

Os hutis anunciaram hoje dois ataques contra instalações da petrolífera estatal saudita Aramco, em Riade e na região de Jurais, em resposta a uma alegada vaga de bombardeamentos aéreos sauditas contra posições do movimento no Iémen.

© AFP via Getty Images


04/10/2026
por

Lusa

Os confrontos intensificaram-se ainda mais este fim de semana, sobretudo entre os hutis e as forças sauditas, aliadas do Governo de Áden, com intensos bombardeamentos que atingiram os arredores da capital iemenita, Saná, e as regiões sauditas de Asir, onde uma pessoa ficou ferida, e Najran.

 

Perante o agravamento da situação, o Presidente do Iémen anunciou também este domingo o início de uma grande contraofensiva, com o objetivo de expulsar os insurgentes hutis de Saná, após mais de uma década de controlo da capital, e derrotar em todo o país o movimento Ansar Allah, apoiado pelo Irão.

Enquanto se aguarda uma reação da Arábia Saudita aos novos ataques de hoje, o porta-voz das forças hutis, o coronel Yahya Sari, anunciou duas operações: uma contra uma instalação da petrolífera estatal Aramco na capital saudita, Riade, e outra contra uma refinaria na zona de Jurais.

“Ambas as operações atingiram com sucesso os seus objetivos e os ataques foram precisos, provocando grandes incêndios nos locais atingidos”, afirmou.

Os hutis anunciaram no sábado ataques contra outras instalações da petrolífera estatal saudita, alegações desmentidas pelas autoridades militares sauditas.

Yahya Sari denunciou ainda que aviões de combate sauditas, aliados do Governo iemenita sediado em Áden e reconhecido pela comunidade internacional, efetuaram cerca de 50 ataques contra a capital, Saná, e as províncias de Al Jawf, Taiz, Amran, Haya e Saada.

A escalada das hostilidades ocorre após mais de uma década de guerra civil, iniciada depois de os hutis terem tomado o controlo de Saná e de vastas zonas do país no final de 2014, num conflito que agravou a devastação do Iémen, já então um dos países mais pobres do mundo.

Nos últimos anos, a guerra tinha passado para segundo plano, num contexto de relativa diminuição dos confrontos e de alguns intercâmbios de prisioneiros, enquanto os hutis concentravam parte da sua atividade militar em ataques contra Israel e contra a navegação no mar Vermelho, apresentados pelo movimento como uma forma de apoio à causa palestiniana.

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