Igor desapareceu após ter alta do hospital de Vila Franca. O que se sabe?

Igor desapareceu após ter alta do hospital de Vila Franca. O que se sabe?

Igor Crispim, de 42 anos, está desaparecido desde a tarde de sexta-feira, 2 de outubro, dia em que assinou o termo de responsabilidade para ter alta do Hospital de Vila Franca de Xira, onde estava internado depois de mais um ataque de epilepsia.

© Junta de Freguesia de Alcoentre


06/10/2026
por

Natacha Nunes Costa

Igor Crispim, de 42 anos, está desaparecido desde a tarde de sexta-feira, 2 de outubro, depois de ter tido alta do Hospital de Vila Franca de Xira.

 

O homem, que vive em Alcoentre, concelho da Azambuja, terá assinado o termo de responsabilidade para ter alta da unidade hospitalar, onde se encontrava hospitalizado desde o dia 30 de setembro, depois de mais um ataque epilético.

Ao contrário do que seria de prever, após sair do hospital, Igor não regressou a casa, nunca mais foi visto e encontra-se incontactável.

O primeiro alerta para o desaparecimento foi feito pela Junta de Freguesia de Alcoentre.

“Após ter tido alta do Hospital de Vila Franca de Xira, na passada sexta-feira, 2 de outubro, encontra-se desde então em paradeiro incerto, uma vez que não regressou a casa em Alcoentre. Pedimos a todos que, caso tenham alguma informação sobre o seu paradeiro ou o tenham visto em algum local, que entrem em contacto, com a maior brevidade possível, com a GNR de Aveiras de Cima”, partilhou a junta nas redes sociais, lembrando que “toda a informação pode ser importante”.

“Agradecemos desde já a colaboração de todos e pedimos que partilhem esta publicação, para que possa chegar ao maior número de pessoas possível”, lê-se na nota onde é deixado também o número da Guarda Nacional Republicana (GNR) de Aveiras de Cima: 263 470 220.

Entretanto, também a família apelou a quem tenha informações sobre o paradeiro de Igor Crispim que entre em contacto com as autoridades.

Ataques epiléticos, recusa de medicação, sem luz ou água há 1 ano

À CMTV, o sobrinho de Igor, Wilson Crispim, garantiu que a família tem feito tudo para encontrar o tio mas que, até ao momento, não há pistas sobre a sua localização.

Wilson revelou ainda que desde 2022 que a família pede ajuda às autoridades competentes para ajudar Igor. O homem sofre de ataques epiléticos e recusa tomar medicação, o que faz com que seja sucessivamente assistido no hospital e internado na sequência dos episódios.

Além disso, há mais de um ano que Igor não tem luz nem água em casa e vive em condições desumanas.

Os familiares até já interpuseram um processo judicial para obter o estatuto de maior acompanhado, mas não tiveram qualquer resposta.

Família acusa entidades de “pouco ou nada fazerem”

Já ao jornal regional Valor Local, Wilson Crispim acusou as entidades de “pouco ou nada fazerem” pelo tio.

A situação em que Igor vive não é desconhecida das entidades. Tanto assistentes sociais, como até uma oficial de justiça têm conhecimento das condições existentes na habitação. No entanto, apesar disso, não foi realizada nenhuma intervenção capaz de alterar a situação.

Para a família, Igor, que não tem telemóvel, nem dinheiro, tinha de receber um “acompanhamento permanente”, “beneficiar de uma resposta institucional que lhe garantisse melhores condições e acompanhamento regular”.

Wilson deixa ainda críticas à resposta dos serviços de ação social da Câmara Municipal, assim como à atuação da Polícia de Segurança Pública (PSP), que considerou ter tido uma atuação “deplorável” perante o caso.

Já a GNR de Aveiras de Cima, segundo o jovem, mostrou verdadeiro interesse em acompanhar o desaparecimento de Igor e as preocupações da família.

Os familiares de Igor têm realizado buscas por iniciativa própria em Vila Franca de Xira e zonas circundantes, tentando perceber por onde Igor poderá ter seguido depois de sair do hospital. No entanto, até ao momento, sem sucesso.

O Notícias ao Minuto já está a tentar obter mais informações sobre o caso junto da PSP e GNR.

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