Irão disponível para executar o seu plano de paz em menos de uma semana

Irão disponível para executar o seu plano de paz em menos de uma semana

O Irão afirmou que mantém contactos com mediadores para analisar propostas que permitam executar o seu “plano de paz de sete dias” em menos de uma semana, apesar de Washington o ter rejeitado há mais de um mês.

© Vyacheslav PROKOFYEV / POOL / AFP via Getty Images


28/10/2026
por

Lusa

O Irão afirmou hoje que mantém contactos com mediadores para analisar propostas que permitam executar o seu “plano de paz de sete dias” em menos de uma semana, apesar de Washington o ter rejeitado há mais de um mês.

 

“Mantemos um contacto estreito e contínuo com os mediadores para analisar propostas que permitam garantir a implementação do nosso plano de sete dias num prazo ainda inferior a uma semana”, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, nas redes sociais.

Embora as Forças Armadas da República Islâmica estejam “totalmente preparadas para defender a pátria”, o ministro frisou que Teerão continuará a dar uma oportunidade à diplomacia “para que esta seja bem-sucedida”.

O site de notícias norte-americano Axios avançou hoje que mediadores regionais liderados pelo Qatar estavam a envidar esforços para retomar as negociações entre o Irão e os Estados Unidos e impedir o recomeço da guerra após as eleições intercalares norte-americanas, marcadas para 03 de novembro.

Segundo o Axios, que cita nomeadamente fontes norte-americanas e israelitas, os diplomatas do Qatar estão a tentar “convencer o Irão a autorizar os inspetores da ONU a visitar as suas instalações nucleares bombardeadas, em troca de uma certa redução das sanções” norte-americanas.

A República Islâmica recebeu nos últimos dias representantes da Rússia, Qatar, Paquistão, Arábia Saudita e Turquia — os três últimos, membros do Acordo de Meca —, com quem abordou a guerra iniciada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão há oito meses.

Até ao momento não foram anunciados avanços no sentido de um acordo de paz, enquanto os beligerantes continuam a trocar ameaças e manter o impasse no estreito de Ormuz.

A 25 de setembro, durante uma conferência de imprensa à margem da Assembleia-Geral das Nações Unidas em Nova Iorque, Araghchi propôs a Washington um plano de sete dias para pôr fim às hostilidades, reabrir o estreito de Ormuz e, posteriormente, iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano.

A proposta previa um cessar-fogo no Médio Oriente, o fim do bloqueio naval norte-americano, o levantamento das sanções ao petróleo iraniano e a libertação dos ativos iranianos congelados, em troca da reabertura do estreito de Ormuz e do início de negociações com os Estados Unidos para alcançar um acordo definitivo.

Um dia após a sua apresentação, o Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou ter rejeitado o plano, alegando que o seu país já controlava totalmente a estratégica passagem marítima de Ormuz.

Desde então, Teerão tem insistido que qualquer solução diplomática para o conflito deve garantir o cumprimento das suas condições.

Órgãos de comunicação social norte-americanos noticiaram preparativos de Washington e Telavive para lançar uma nova ofensiva contra a República Islâmica após as eleições intercalares nos Estados Unidos.

Segundo o Axios, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Israel, o general Eyal Zamir, conversou na segunda-feira com o comandante do Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), o almirante Brad Cooper, para coordenar possíveis futuros ataques.

O mesmo ‘media’ norte-americano, citando autoridades norte-americanas e israelitas, indicou que a futura operação militar incluiria uma semana de ataques em grande escala contra alvos relacionados com a liderança da República Islâmica, infraestruturas energéticas e nucleares.

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