Mais de 50 agentes da PSP concentrados no Rossio

Mais de 50 agentes da PSP concentrados no Rossio

Mais de 50 agentes da policia intervenção estavam às 06:45 concentrados Rua do Amparo, entre o Rossio e a Praça da Figueira, em Lisboa, onde estavam mais de uma centena de manifestantes, a realizar uma assembleia popular.

© Horacio Villalobos#Corbis/Getty Images


20/10/2026
por

Lusa

Mais de 50 agentes da policia intervenção estavam às 06:45 concentrados Rua do Amparo, entre o Rossio e a Praça da Figueira, em Lisboa, onde estavam mais de uma centena de manifestantes, a realizar uma assembleia popular.

 

A Praça do Rossio está fechada ao trânsito, onde há mais de 20 veículos da Polícia de Segurança Pública (PSP) e sete ambulâncias.

Os funcionários de limpeza municipal com veículos próprios estão a remover as tendas e os cartazes que ainda estão montados no centro da Praça do Rossio, onde já não se encontram manifestantes, que entretanto se deslocaram-se para a Praça Figueira.

Na Praça da Figueira, cujos acessos estão condicionados pela policia, os manifestantes realizam uma assembleia popular sem que tenham sido ainda tomadas decisões.

Os manifestantes continuam com as palavras de ordem a favor do direito à habitação.

O Corpo de Intervenção da PSP interveio esta madrugada para retirar as tendas que se mantinham na Praça D. Pedro IV, no Rossio, tendo detido alguns manifestantes que alegadamente resistiram.

De acordo com imagens transmitidas pelas televisões, pouco antes das 06:00, a PSP deu um ultimato aos presentes, exigindo o fim da Acampada, numa operação lançada em simultâneo com outra contra o acampamento no Porto.

Os manifestantes começaram por formar um cordão humano para atrasar a intervenção da PSP, mas o Corpo de Intervenção avançou contra o grupo e realizou várias detenções, tendo alguns ativistas acusados os agentes policiais de agressões.

Várias pessoas foram detidas e identificadas, encontrando-se algumas sentadas no chão na Praça do Rossio, onde desde sábado decorria a concentração.

A Acampada de Lisboa, com o lema “Não dá mais? Então monta a tua tenda!”, tinha decidido de madrugada manter o protesto contra as condições de vida e a crise na habitação, apesar de a polícia ter “solicitado a saída para evitar uma retirada coerciva”.

Através de uma mensagem transmitida por megafone às centenas de pessoas que se mantêm na Praça D. Pedro IV, no Rossio, a porta-voz para a comunicação da Acampada de Lisboa, Ana Luíza, transmitiu um contacto feito com a Polícia de Segurança Pública (PSP) pela meia-noite, no qual se terá “solicitado a saída para evitar uma retirada coerciva, dizendo que podia acontecer a qualquer momento, mas sem hora marcada.

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