Manifestantes “invadiram” mercado da Praça da Figueira: “Retiraram mesas”

Manifestantes

A Polícia de Segurança Pública (PSP) voltou a avançar sobre os manifestantes concentrados nas acampadas em Lisboa e no Porto. Durante a intervenção policial em Lisboa, a ADBP denuncia que os manifestantes terão invadido “o espaço do mercado, retirando mesas e bancos das baias, numa situação que colocou em risco a segurança das instalações”.

© FILIPE AMORIM / AFP via Getty Images


01/11/2026
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Notícias ao Minuto

ADBP

A Polícia de Segurança Pública (PSP) voltou a avançar sobre os manifestantes concentrados nas acampadas em Lisboa e no Porto. Durante a intervenção policial em Lisboa, a Associação de Dinamização da Baixa Pombalina (ADBP) denuncia que os manifestantes terão invadido “o espaço do mercado, retirando mesas e bancos das baias, numa situação que colocou em risco a segurança das instalações”.

 

“A Associação de Dinamização da Baixa Pombalina (ADBP) respeita plenamente o direito à manifestação, enquanto direito fundamental de uma sociedade democrática. Contudo, não pode deixar de manifestar a sua profunda preocupação e veemente condenação pelos atos de violência e pelos comportamentos registados na noite de sábado”, começa por escrever a associação, que representa as atividades económicas, o comércio, a indústria e os serviços da Baixa e do Chiado, em comunicado enviado às redações, onde acrescenta: “particularmente no Mercado da Figueira na Praça da Figueira”, por si organizado.

Segundo a ADBP, “durante os incidentes, manifestantes invadiram o espaço do mercado, retirando mesas e bancos das baias, numa situação que colocou em risco a segurança das instalações, dos comerciantes e da própria continuidade da atividade do mercado. Graças à intervenção da segurança privada presente no local, foi possível evitar consequências potencialmente mais graves”.

“O direito à manifestação não pode justificar comportamentos que coloquem em risco pessoas, bens e atividades económicas. É possível defender causas e expressar opiniões sem recorrer à violência, à intimidação ou à destruição do trabalho de quem diariamente contribui para a vida da cidade. O direito à manifestação não é incompatível com outros direitos fundamentais. A liberdade de uns termina quando coloca em a causa a liberdade dos outros”, pode ler-se na mesma nota.

A ADBP alerta igualmente para as consequências económicas e sociais “que situações desta natureza provocam em toda a Baixa-Chiado”. “Estamos perante um espaço onde milhares de trabalhadores desenvolvem a sua atividade e onde centenas de micro, pequenas e médias empresas lutam diariamente pela sua sustentabilidade, assegurando postos de trabalho e contribuindo para a economia de Lisboa. A repetição destes episódios compromete a confiança dos consumidores, afecta a confiança dos consumidores, afasta visitantes e turistas e pode traduzir-se numa quebra de vendas num período particularmente importante para o comercio independente, constituído por centenas de PME’s”, recordam.

“A Associação de Dinamização da Baixa Pombalina condena veementemente os actos de violência registados e apela ao sentido de responsabilidade de todos, bem como à adopção das medidas para garantir a segurança de pessoas e bens e prevenir a repetição de situações semelhantes. Defender a liberdade de manifestação é também defender o direito ao trabalho, de empreender e viver em segurança”, rematam.

Recorde-se que entretanto, o Presidente da República, António José Seguro, já solicitou informações “com todo o detalhe” ao Governo e Provedoria de Justiça, sobre o que se passou nesta madrugada nas manifestações pela habitação em Lisboa e Porto e sobre a situação dos detidos e feridos, tendo conversado hoje de manhã com o primeiro-ministro, Luís Montenegro (PSD), e com a provedora de Justiça, Luísa Neto.

Em representação dos manifestantes da Acampada de Lisboa, o advogado Ricardo Sá Fernandes disse hoje que vai avançar com participação criminal contra o ministro da Administração Interna, Luís Neves, e o diretor nacional da PSP, Coelho de Moura, acusando-os de “abuso de poder” após a carga policial desta madrugada.

Entre manifestações e as denominadas acampadas, com centenas ou milhares de manifestantes, os atuais protestos contra a crise na habitação tiveram início no Porto a 10 de outubro e expandiram-se a Lisboa, mas já motivaram também concentrações noutras cidades

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