A presidente do Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) pediu hoje esforços urgentes para reduzir as tensões no Médio Oriente, alertando que uma intensificação das hostilidades seria desastrosa para dezenas de milhões de pessoas.
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13/10/2026
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Lusa
“Os civis estão a pagar um preço inaceitável pelas operações militares no Médio Oriente”, alertou a presidente do CICV, Mirjana Spoljaric, em comunicado.
“As mortes, os ferimentos e a destruição na Arábia Saudita nos últimos dias ilustram, mais uma vez, o elevado preço que as hostilidades estão a cobrar aos civis”, referiu.
A Arábia Saudita tem sido alvo de vários ataques coordenados pelos rebeldes Huthis do Iémen, apoiados pelo Irão.
Nos últimos dias, o aeroporto de Riade foi alvo de vários bombardeamentos, um dos quais provocou pelo menos 13 mortos e mais de 300 feridos.
As operações no aeroporto da capital foram suspensas até pelo menos ao próximo sábado para avaliação de danos.
Ao mesmo tempo, “no Iémen, a escala de perda de vidas, deslocações e danos nas infraestruturas civis — particularmente em Áden e Sanaa — está a aumentar a um ritmo alarmante”, sublinhou a responsável do CICV.
As hostilidades foram retomadas no Iémen em julho entre os Huthis e as forças governamentais iemenitas, apoiadas pela Arábia Saudita, e intensificaram-se em setembro, atingindo um nível sem precedentes.
No mês passado, os rebeldes Huthis conseguiram um avanço importante e assumiram o controlo do estreito de Bab el-Mandeb, uma das vias marítimas mais estratégicas do planeta, por onde transitam cerca de 12% do comércio mundial e petróleo do mundo, além de várias cidades da costa ocidental, como Mocha e Dhubab.
“Uma escalada ainda maior das hostilidades seria desastrosa para dezenas de milhões de pessoas. Devem ser feitos esforços urgentes para reduzir a tensão e proteger os civis de danos maiores”, defendeu Mirjana Spoljaric.
“Os civis e os bens civis têm de ser poupados nos ataques. As partes em conflito são obrigadas, em todas as circunstâncias, a distinguir entre civis, bens civis e objetivos militares”, sublinhou, alertando que os ataques contra portos, aeroportos e infraestruturas críticas “têm consequências graves para as populações que deles dependem”.

