Ministra do Ambiente confia em “retoma da normalidade” nos combustíveis

Ministra do Ambiente confia em

A ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, disse hoje confiar numa “tendência para retomar a normalidade” do preço dos combustíveis em Portugal, depois do alívio da tensão geopolítica no Médio Oriente.

© Rita Franca/NurPhoto via Getty Images


19/06/2026
por

Lusa

“Deixando de existir esse estrangulamento [no estreito de Ormuz], […] há uma tendência para retomar a normalidade e nós esperamos que isso aconteça”, disse a governante aos jornalistas, após ter presidido à inauguração da Feira do Campo Alentejano, em Aljustrel, no distrito de Beja.

 

Os preços dos combustíveis em Portugal deverão descer na próxima semana, com o gasóleo a baixar cerca de 11 cêntimos por litro e a gasolina a recuar cinco cêntimos, segundo estimativas cedidas à agência Lusa por fontes do mercado.

Com base nos valores atuais da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) e tendo em conta as previsões das descidas com os valores da abertura do mercado, a partir de segunda-feira, o preço médio da gasolina simples 95 deverá situar-se nos 1,868 euros por litro, enquanto o gasóleo simples nos 1,745 euros por litro.

Também o Governo vai reduzir o desconto no ISP na próxima semana, em 1,8 cêntimos por litro para o gasóleo e em 1 cêntimo para a gasolina, segundo uma portaria hoje publicada em Diário da República.

Para Maria da Graça Carvalho, esta descida no preço dos combustíveis é positiva “pelas pessoas, em primeiro lugar, e pela economia”.

Mas é também para o Fundo Ambiental, “que está a ajudar muitos setores enquanto o combustível estiver acima dos valores normais e a sua missão não é ajudar com combustíveis fósseis, é ajudar os projetos de combate às alterações climáticas”, frisou.

Portanto, concluiu a ministra, “quanto mais depressa for reposta a normalidade nos preços, melhor é também para a missão do Fundo Ambiental”.

A descida dos preços que se perspetiva para a próxima semana acontece num contexto de menor pressão nos mercados internacionais, depois do alívio da tensão geopolítica no Médio Oriente.

Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e do Irão, Massoud Pezeshkian, assinaram esta semana um memorando de entendimento que estabelece o fim das hostilidades – que começaram a 28 de fevereiro – em todas as frentes, incluindo o Líbano, bem como a reabertura do estreito de Ormuz à navegação.

No memorando de entendimento é estabelecido um prazo de 60 dias – a partir da passada quinta-feira – para a negociação de um acordo de paz definitivo, que deverá ser ratificado através de uma resolução vinculativa do Conselho de Segurança da ONU.

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