O Fundo Nacional de Energia moçambicano entregou a gestão da Fábrica de Painéis Solares de Moçambique ao grupo Árabe Jampur, esperando relançar a produção, modernizar a tecnologia e aumentar a competitividade da unidade no mercado nacional.
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21/10/2026
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O Fundo Nacional de Energia moçambicano entregou hoje a gestão da Fábrica de Painéis Solares de Moçambique (FPSM) ao grupo Árabe Jampur, esperando relançar a produção, modernizar a tecnologia e aumentar a competitividade da unidade no mercado nacional.
“A nossa expectativa é que esta empresa (…), pela experiência que apresentou, possa de facto entrar no mercado, competir e fazer uma diferença na prestação de serviços”, disse o presidente do Fundo Nacional de Energia (Funae), Mety Gondola, durante a cerimónia realizada no Parque Industrial de Beluluane, província de Maputo.
O responsável disse esperar que a nova operadora, a Jampur Group, empresa sediada no Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, introduza tecnologia mais avançada e reforce a competitividade da unidade, referindo que a fábrica enfrentava limitações tecnológicas que restringiam a sua capacidade de concorrer com equipamentos mais modernos já disponíveis no mercado.
“A dimensão não nos permitia escala. A potência máxima daquilo que se produzia era da ordem de 270 e não nos permitia ser competitivos com pacotes que nós temos com menor dimensão que fazem cerca de 670”, explicou.
O responsável acrescentou que a transição para a gestão privada permitirá ao Funae concentrar-se no seu papel de promoção do acesso à energia, deixando a operação industrial para entidades com maior capacidade técnica e comercial: “Cada vez mais acreditamos que o Funae tem de funcionar na sua essência”.
O presidente do Funae apelou ainda à nova gestora para diversificar a oferta de produtos, servindo não apenas clientes institucionais e empresariais, mas também famílias e pequenos produtores.
“Não se concentrem apenas nas vendas em grande escala para as estruturas do Estado ou empresariais. Pensem também nas unidades que devem servir a população individualmente, as machambas [campos de cultivo] e outras unidades de produção”, assinalou.
Para Gondola, a introdução de novos pacotes tecnológicos poderá criar espaço para respostas mais adaptadas às necessidades das comunidades, da agricultura e de pequenos projetos produtivos, contribuindo para ampliar o acesso a soluções de energia solar no país.

