A rede social do presidente dos EUA, Donald Trump, introduziu um novo serviço que permite pagar para ter acesso exclusivo e antecipado a publicações de algumas páginas. O valor mensal pode chegar aos 100 mil dólares.
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04/08/2026
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A empresa responsável pela Truth Social, a Trump Media and Technology Group, anunciou o lançamento de um novo serviço que dá aos utilizadores da rede social acesso exclusivo e antecipado a publicações feitas por algumas das principais páginas da plataforma. Naturalmente, este acesso exige o pagamento de uma subscrição.
Como conta o The Guardian, este serviço foi anunciado pelo CEO interino da Trump Media & Technology Group, Kevin McGurn, como “um feed direto, licenciado e em tempo real das Truths mais impactantes da plataforma”, com o preço da subscrição a chegar aos 100 mil dólares (86,8 mil euros) por mês.
Pouco depois do anúncio, o presidente dos EUA, Donald Trump, começou a ser alvo de críticas e de acusações de corrupção e de manipulação do mercado.
É importante notar que este tipo de serviço já existe em outras redes sociais, pelo que a sua existência não é propriamente a novidade ou o motivo das críticas. Acontece que Trump é um dos fundadores da Truth Social e é também a página com maior número de seguidores desta rede social, contando com mais de 13 milhões de pessoas que seguem as suas publicações.
A juntar a isto é importante recordar que Trump recorre frequentemente à sua página na Truth Social para partilhar as decisões da administração nas mais variadas áreas – desde as tarifas, até ao conflito com o Irão.
Por isto mesmo, os críticos apontam que Trump será um dos maiores beneficiados por este novo serviço e apontam para uma tentativa de manipulação do mercado. Conta a Reuters que, entre os maiores críticos, estão os senadores democratas Adam Schiff e Elizabeth Warren, que enviaram uma carta ao presidente da Comissão de Valores Mobiliários dos EUA a pedir que este novo serviço seja investigado.
“Isto parece ser um abuso ultrajante [e Trump] do cargo de presidente para seu benefício pessoal, que prejudica os investidores comuns e a integridade dos nossos mercados, ao mesmo tempo que enriquece Wall Street e outras pessoas com informações privilegiadas”, pode ler-se nesta carta.

