Preços das casas aceleram em 10 dos 24 municípios mais populosos

Preços das casas aceleram em 10 dos 24 municípios mais populosos

Os preços da habitação aceleraram no segundo trimestre em 10 dos 24 municípios com mais de 100.000 habitantes, destacando-se Loures e Matosinhos com os maiores acréscimos e registando Guimarães o maior recuo, segundo o INE.

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23/10/2026
por

Lusa

Os preços da habitação aceleraram no segundo trimestre em 10 dos 24 municípios com mais de 100.000 habitantes, destacando-se Loures e Matosinhos com os maiores acréscimos e registando Guimarães o maior recuo, divulgou hoje o INE.

 

De acordo com as últimas “Estatísticas de Preços da Habitação ao Nível Local” do Instituto Nacional de Estatística (INE), relativas ao período de abril a junho, o município de Loures registou um aumento da taxa de variação homóloga de 9,7 pontos percentuais e Matosinhos de 9,5 pontos percentuais, enquanto Guimarães recuou 13,4 pontos percentuais.

Por sua vez, os municípios de Lisboa e do Porto registaram decréscimos de 8,9 e 5,4 pontos percentuais nas taxas de variação homólogas do primeiro para o segundo trimestre de 2026.

No período em análise, todos os municípios com mais de 100.000 habitantes da Grande Lisboa, Península de Setúbal e Área Metropolitana do Porto, com exceção de Santa Maria da Feira, registaram preços medianos de habitação superiores ao valor nacional 2.445 euros por metro quadrado (€/m2).

Na Área Metropolitana do Porto, apenas Gondomar (22,9%) e Maia (18,8%), apresentaram taxas de variação homóloga superiores à nacional (18,4%), enquanto na Grande Lisboa, apenas Oeiras (13,0%) e Lisboa (8,9%) ficaram aquém do crescimento do país, tendo Odivelas igualado o valor nacional.

Na Península de Setúbal apenas o município de Almada (14,1%) apresentou uma taxa de variação homóloga inferior à do país.

O INE destaca os municípios de Lisboa (5.299 €/m2), Cascais (5.200 €/m2) e Oeiras (4.704 €/m2 ) com os preços medianos de habitação mais elevados, superiores a 4.500 €/m2.

Já o Funchal apresentou um preço mediano e uma taxa de variação homóloga superiores às nacionais (3.636 €/m2 e 24,2%), tendo Barcelos (2.000 €/m2 e 28,7%), Guimarães (2.060 €/m2 e 28,6%) e Braga (2.417 €/m2 e 21,6%) também superado a taxa de variação homóloga do país.

Tomando como referência as 156.713 vendas realizadas entre julho de 2025 e junho de 2026, Lisboa registou o preço mediano da habitação mais elevado entre os 24 municípios com mais de 100.000 habitantes, em ambas as categorias de domicílio fiscal do comprador: 5.143 €/m2 por compradores do território nacional e 6.588 €/m2 por compradores com domicílio fiscal no estrangeiro.

Para além de Lisboa, também Cascais, Oeiras e Porto registaram, simultaneamente, preços medianos de alojamentos familiares superiores a 3.500 €/m2 em transações envolvendo compradores com domicílio fiscal em território nacional e superiores a 4.350 €/m2 por compradores no estrangeiro.

Os municípios de Lisboa, Cascais, Oeiras e Porto distinguiram-se também por apresentarem os preços medianos mais elevados, entre os 24 municípios com mais de 100.000 habitantes, nas duas categorias do setor institucional do comprador consideradas.

Por sua vez, o município de Loures apresentou o maior diferencial de preços entre setores institucionais do comprador: 1.386 €/m2.

Entre julho de 2025 e junho de 2026, 22 dos 24 municípios com mais de 100.000 habitantes registaram preços medianos de alojamentos novos superiores aos preços dos alojamentos existentes.

As exceções foram a Amadora, onde o preço mediano dos alojamentos existentes foi superior em 576 €/m2 ao dos novos (3.360 €/m2 e 2.784 €/m2, respetivamente) e Santa Maria da Feira, onde foi superior em 2€/m2 (1.767 €/m2 os existentes e 1.765 €/m2 os novos).

Santa Maria da Feira registou o menor preço mediano de alojamentos novos e Lisboa (6.434 €/m2) e Cascais (5.260 €/m2) os valores mais elevados, superiores a 5.000 €/m2.

Já Lisboa apresentou o maior diferencial entre os preços de alojamentos novos (6.434 €/m2) e existentes(5.030 €/m2): 1.404 €/m2.

Entre os municípios com mais de 100.000 habitantes, o INE distingue ainda Cascais por apresentar o preço mais elevado na tipologia T4 ou superior (5.063 €/m2) e Lisboa com os valores medianos mais elevados nas restantes tipologias de alojamento consideradas.

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