A Procuradoria Militar israelita acusou hoje dois palestinianos do norte da Cisjordânia de, entre outros crimes, planearem em 2024 uma tentativa de assassínio do ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, de extrema-direita.
© Getty Images
23/09/2026
por
Lusa
“A investigação revelou que, em 2024, (…) um dos terroristas propôs realizar um ‘ataque com isco’: esperar que o ministro chegasse ao local para o assassinar”, afirmaram a polícia e o Shin Bet (serviços secretos internos israelitas), num comunicado conjunto.
A nota acrescenta que o arguido sugeriu posteriormente “utilizar um drone carregado de explosivos para perpetrar o assassínio e inclusive tentou adquirir peças de drones na China para tal fim”.
Além disso, os dois homens, que alegadamente integravam uma “célula” com sede em Nablus (norte da Cisjordânia), são acusados de planear ataques, adquirir um grande número de armas ilegais e treinar disparando munições reais, bem como de recrutar “agentes terroristas”.
As forças de segurança sustentam que os atentados planeados previam a utilização de “veículos e drones carregados de explosivos” e também o sequestro de soldados israelitas.
A Procuradoria Militar apresentou hoje a queixa, depois de a unidade antiterrorismo da polícia israelita e o Shin Bet terem concluído a recolha de provas, e ordenou que permaneçam detidos até à conclusão do processo judicial.
“Tenho uma mensagem para todos esses inimigos: isto não me vai dissuadir nem intimidar”, afirmou Ben-Gvir, em declarações divulgadas pelos canais do seu partido, Otzma Yehudit (Poder Judaico).
Ben-Gvir é o principal defensor da lei da pena de morte aprovada pelo Knesset (parlamento israelita) em março deste ano, que estipula que os condenados por atos letais de terrorismo e julgados por um tribunal militar (o que exclui os israelitas e afeta apenas a população palestiniana) serão automaticamente condenados à morte, a menos que o tribunal determine circunstâncias especiais a favor da prisão perpétua.

