Os quatro agentes da PSP presentes nos arredores da Praça D. João I, no Porto, desde a 00h30, abandonaram o local pelas 02h30 sem falar com os membros da acampada e exigir o levantamento das tendas.
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02/11/2026
por
Lusa
Os quatro agentes da PSP presentes nos arredores da Praça D. João I, no Porto, desde a 00h30, abandonaram o local pelas 02h30 sem falar com os membros da acampada e exigir o levantamento das tendas.
Dispostos desde a primeira hora a não passar a noite na praça, mas fazendo depender disso o habitual pedido da PSP, os cerca de 50 elementos da acampada permanecem ora em tendas, já a dormir, ou no exterior, a conversar, enquanto mais acima, também a conversar, estavam os quatro agentes.
O braço de ferro silencioso, segundo um dos agentes, abordado pelo grupo de jornalistas ainda no local, durou duas horas.
Dez tendas foram montadas pelas 22h30 na Praça D. João I, Porto – e mais tarde mais seis – cumprindo o aprovado cerca de uma hora antes na assembleia popular, continuando sem estar ser visível a presença da polícia nas imediações.
A PSP dispersou na madrugada de domingo as acampadas pelo direito à habitação no Rossio, em Lisboa, e na Praça D. João I, no Porto, retirando cerca de 100 tendas. A intervenção culminou em cargas policiais e arremesso de objetos, provocando mais de duas dezenas de feridos entre manifestantes e polícias.
A atuação policial motivou um pedido de esclarecimentos do Presidente da República ao Governo e à Provedora de Justiça, e o anúncio de uma queixa-crime, por parte de um advogado, por abuso de poder contra o ministro da Administração Interna e o diretor da PSP.
Nos acampamentos, que começaram a 10 de outubro, os manifestantes exigem a reversão da nova lei do arrendamento, o fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional, um travão à aquisição de habitação por fundos imobiliários, o aumento da habitação pública, a recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais e tetos “verdadeiramente acessíveis” à renda.

