O diretor-executivo da Renault alertou que o grupo pode ter de reduzir a produção na Europa em 300 mil veículos se a União Europeia não flexibilizar as metas de emissões de carbono para 2030.
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13/10/2026
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François Provost, diretor-executivo da Renault alerta que o grupo pode ter de cortar a sua produção na Europa em 300 mil unidades se as metas de emissões de dióxido de carbono para 2030 não forem revistas.
“Estou preocupado porque, se não conseguirmos a moratória para 2030, daqui a um ano terei de propor ao Conselho de Administração a eliminação de modelos e a redução da produção em 300 mil unidades na Europa”, afirmou François Provost na Cimeira Automóvel de Paris (França), que reúne vários executivos do setor.
Redução das emissões em mais de 50%
O CEO da Renault referiu-se assim à regulamentação comunitária que exige que, até 2030, as emissões médias de carbono dos automóveis novos vendidos por cada fabricante sejam reduzidas em 55 por cento nos automóveis de passageiros e em 50 por cento nas carrinhas, em relação aos níveis de 2021.
François Provost salientou ainda um contexto marcado pela pressão competitiva dos fabricantes chineses, sendo que na sexta-feira, a Associação dos Fabricantes Europeus de Automóveis (ACEA) saudou o anúncio de um acordo provisório destinado a corrigir desequilíbrios comerciais entre a UE e a China.

