Renováveis asseguram 72,7% da eletricidade em maio

Renováveis asseguram 72,7% da eletricidade em maio

As energias renováveis representaram 72,7% da eletricidade produzida em Portugal continental em maio, num total de 2.651 gigawatts-hora (GWh), divulgou hoje a Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN).

© Reuters


18/06/2026
por

Lusa

APREN

Segundo o boletim da associação, no mês de maio foram produzidos 2.651 GWh através de energias renováveis de um total de 3.648 GWh gerados no mês.

 

Já desde o início do ano, a produção renovável em Portugal representou 76,3% do total, colocando-o como o terceiro país europeu com maior peso de renováveis na eletricidade gerada nesse período, atrás de Noruega (96,7%) e Dinamarca (94,3%).

No mês em análise, a energia hídrica manteve-se como a principal fonte de produção elétrica, com 24,0% do total, seguindo-se pela energia eólica (22,8%) e pela tecnologia solar fotovoltaica (19,8%).

Já a bioenergia assegurou 6,0% da geração nacional.

Em maio, Portugal registou 79 horas não consecutivas em que a geração renovável foi suficiente para suprir a totalidade do consumo de eletricidade do país.

Já desde o início do ano, o sistema nacional “operou 100% a renováveis durante 737 horas”.

A associação sublinha que o desempenho renovável nacional continua também a refletir-se nos preços da eletricidade.

Em maio, o preço médio do Mercado Ibérico de Eletricidade (MIBEL) em Portugal fixou-se em 86,1 euros por megawatt-hora (MWh), enquanto no acumulado entre janeiro e maio o preço médio foi de 44,5 euros/MWh, representando uma redução de 27,2% face ao período homólogo de 2025.

No plano económico e ambiental, a APREN estima que o contributo das renováveis tenha permitido evitar, entre janeiro e maio, cerca de 442 milhões de euros em importações de gás natural, 351 milhões de euros em importações de eletricidade e 290 milhões de euros em custos com licenças de emissão de dióxido de carbono (CO2).

Para a coordenadora de Políticas e Inteligência de Mercado da APREN, Susana Serôdio, “os dados de maio demonstram que Portugal continua a afirmar-se como um dos países europeus com maior incorporação renovável no setor elétrico. Porém, é urgente a necessidade de continuarmos a investir e de desbloquearmos os entraves que hoje existem. Só agilizando processos e otimizando as nossas infraestruturas conseguiremos aproveitar todo o potencial da energia verde que somos capazes de produzir”.