A Polícia Nacional informou hoje que a operação na praia Trampolín, em Ceuta, para retirar os migrantes que se encontravam no local desde o início de julho, está a decorrer “sem incidentes”, envolvendo 350 polícias.
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04/10/2026
por
Lusa
A agência de notícias EFE descreve que a operação, que começou às 08:00, envolve oito equipas da Unidade de Controlo de Distúrbios (UIP) com o apoio de outras unidades policiais, como a Unidade de Resposta Rápida (UPR), o Grupo de Combate ao Crime (GAC), a Imigração e a Unidade Aérea.
Entre os equipamentos mobilizados, encontram-se dois veículos blindados e um Veículo Tático de Alta Mobilidade, todos utilizados pela UIP.
Segundo a Direção-Geral da Polícia, os migrantes estão a ser levados para o Centro de Detenção Temporária de Estrangeiros (CATE).
No caso dos menores, estes procedimentos estão a ser realizados na sede da polícia, de onde são transferidos para alojamentos temporários.
Já a agência Europa Press relata que a Polícia Nacional está a escoltar autocarros cheios de migrantes e alguns optaram por permanecer no CATE para serem inscritos e posteriormente acolhidos, enquanto outros preferem regressar a Marrocos a pé e de forma voluntária.
Nem a polícia nem o Governo divulgaram ainda dados sobre o número de migrantes que embarcaram nos autocarros ou qual a percentagem que está a regressar ou a permanecer no CATE.
A operação conta ainda com a colaboração da Guarda Civil, que mobilizou mergulhadores e três embarcações para o caso de algum migrante tentar fugir a nado, e da Polícia Local, responsável pelo controlo do trânsito nas entradas da Praia de Trampolín.
O Comando-Geral de Ceuta foi também mobilizado, estabelecendo uma segunda linha de segurança com militares.
Esta transferência foi possível graças à disponibilidade de vagas nas instalações cedidas pelo Ministério da Inclusão, Segurança Social e Migração, bem como à necessidade de alojar os migrantes num local protegido da chuva e das condições insalubres.
Em causa está também a salvaguarda da ordem pública e a legalidade da situação, lê-se num comunicado hoje divulgado.
A Europa Press descreve, com base em relatos de fontes policiais, que o centro de acolhimento de Loma Colmenar tem entre 300 a 400 lugares após a ampliação das tendas.
A mais recente instalação em que o Governo está a trabalhar é a de Caballería, que no sábado ainda estava em fase de conclusão.
O coordenador do comando unificado de crise e Ministro da Política Territorial, Ángel Víctor Torres, anunciou em conferência de imprensa que o acampamento de Caballería seria exclusivo para mulheres.
E o governo anunciou há dias que o próximo acampamento em que irá trabalhar estará localizado numa área aberta junto ao Centro Penitenciário de Fuerte Mendizábal, onde os trabalhos de preparação ainda não começaram.
A capacidade é desconhecida.
As autoridades municipais de Ceuta estão a colaborar com recursos logísticos e serviços de limpeza.

