Rui Borges e o tombo do Sporting: “Não tenho de pedir desculpa a ninguém”

Rui Borges e o tombo do Sporting:

Rui Borges lamenta a derrota sofrida pelo Sporting, na terceira jornada da fase de liga da Liga dos Campeões, que justifica com o “patamar de fisicalidade” para o qual o LASK Linz o levou.

© Getty Images


22/10/2026
por

Carlos Pereira Fernandes

Ao cabo de duas vitórias, perante Galatasaray (por 3-1) e Lens (por 0-2), o Sporting sofreu, à terceira jornada, aquela que foi a primeira derrota na fase de liga da Liga dos Campeões, desta feita, perante o LASK Linz, em pleno Estádio José Alvalade, por 2-3, num jogo no qual até se colocou em vantagem, logo ao quinto minuto, através de uma grande penalidade convertida por Luis Suárez.

 

Na conferência de imprensa que se seguiu ao apito final, Rui Borges procurou explicar aquilo que falhou, descartando qualquer tipo de “fantasma” proveniente do último desaire leonino perante os austríacos (em outubro de 2020, para a Liga Europa, por 1-4) e desvalorizando a contestação por parte dos adeptos: “Não tenho de pedir desculpa a ninguém”.

“O jogo levou-nos para um patamar de fisicalidade que, se calhar, não esperávamos. O LASK não foi o que foi, hoje, nos últimos jogos, em termos estratégicos, levou-nos para uma fisicalidade que não estávamos à espera. Foi diferente do Lens. Hoje, tivemos mais momentos com bola em organização ofensiva e com mais tempo no meio-campo adversário, mas faltou-nos esse crescimento de equipa grande”, afirmou.

“No momento com bola, talvez tenhamos de ter mais paciência e não falhar tantos passes. Hoje, acredito que tenha muito a ver com essa desinspiração e falta de energia, mais do que com as dores de crescimento. Mas claro que isso nos leva a ser mais consistentes, equilibrados e a crescer, principalmente, com jogos onde a exigência nos leve a ter mais bola e outra capacidade”, prosseguiu.

“Se calhar, como a nossa equipa é bastante diferente do ano passado a nível individual, não podemos estar à espera do que faziam, no ano passado, no jogo interior. São jogadores diferentes e vai ser preciso algum tempo para crescerem nesses aspetos, mas dão-nos outras coisas. Hoje, foi muita desinspiração e alguma falta de energia. Não conseguimos igualar a fisicalidade do adversário”, completou.

“Temos a obrigação de fazer mais”

O treinador do emblema verde e branco garantiu, ainda, que este ‘deslize’ nada teve a ver com uma suposta pressão acrescida por parte do ‘tribunal de Alvalade’, tendo em conta que o último jogo lá disputado terminou com um empate a duas bolas com o Arouca (neste caso, para a I Liga), que também originou uma ‘onda’ de contestação.

“Não fomos capazes e temos a obrigação de fazer mais, independentemente de o adversário ter zero pontos ou não. Têm mérito por estarem aqui, o adversário tem qualidade. Temos obrigação, sim, de fazer mais, mas não fomos capazes. E, no futuro, temos de fazer muito mais, se queremos ganhar jogos na Liga dos Campeões, seja em casa ou fora”, atirou.

“A pressão é a mesma e a vontade é a mesma, que é a de ganhar. Faremos sempre tudo para isso. Foi um jogo menos conseguido, mas nada a ver com o jogo do Arouca. O campeonato… São coisas distintas”, completou o mirandelense, diante dos jornalistas.

logo_nacloset_285_285_4k_webp2
Privacidade

Este site usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações dos cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.