A SATA convidou cinco concorrentes à privatização da Azores Airlines a apresentarem propostas vinculativas até 09 de dezembro, altura em que serão divulgadas as entidades candidatas, anunciou o grupo de aviação açoriano.
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14/10/2026
por
Lusa
A administração da SATA convidou cinco concorrentes à privatização da Azores Airlines a apresentarem propostas vinculativas até 09 de dezembro, altura em que vão ser divulgadas as entidades candidatas, anunciou hoje o grupo de aviação açoriano.
«Os cinco candidatos que tinham feito propostas não vinculativas para a privatização da Azores Airlines foram convidados pela SATA Holding para apresentarem, até 09 de dezembro, propostas vinculativas», lê-se num comunicado enviado pela SATA.
O grupo de aviação refere que a decisão «foi tomada após a conclusão da análise das propostas enviadas pelos candidatos» e adianta que os nomes das entidades vão ser divulgados na fase seguinte do processo.
«As propostas vinculativas deverão ser apresentadas nos termos e nas condições definidas no Caderno de Encargos do processo. Nessa ocasião, a SATA Holding divulgará o nome dos candidatos que passarão à fase final do processo de privatização».
A SATA Holding revelou a 22 de setembro que recebeu cinco propostas não vinculativas no âmbito do processo de privatização da SATA Internacional/Azores Airlines.
“As propostas recebidas serão agora objeto de análise e avaliação, nos termos definidos no Caderno de Encargos do processo”, revelou então a empresa num comunicado enviado à agência Lusa um dia depois de ter terminado o prazo para apresentação das propostas não vinculativas.
No dia 16 de setembro, o grupo de aviação açoriano informou que concluiu a análise da documentação no âmbito do processo de privatização da companhia aérea Azores Airlines tendo decidido convidar seis entidades a apresentar propostas não vinculativas.
O caderno de encargos de privatização da SATA Internacional/Azores Airlines propõe a venda de pelo menos 75% da companhia e impede a extinção de postos de trabalho e despedimentos coletivos durante 30 meses.
Segundo o plano de reestruturação aprovado pela Comissão Europeia, o caderno de encargos estabelece um modelo de “negociação particular” para a privatização da companhia aérea, que vai ter de ser concluída até final do ano.
O caderno de encargos define uma fase inicial para a qualificação dos interessados, uma segunda fase para apresentação de propostas não vinculativas e uma terceira fase de propostas vinculativas, prevendo, também, a possibilidade de existir uma “fase eventual de negociação final”.
Entre os critérios de seleção das propostas encontra-se o valor apresentado para a compra das ações, o “compromisso de contribuição para o reforço da capacidade económico-financeira” da empresa, a “ausência de condicionantes jurídicas ou económicas”, a garantia de respeito pelos compromissos laborais e a promoção da “estabilidade acionista”, através da “implementação de um modelo de governo que tenha em conta a específica natureza” da Azores Airlines.

