Trump admite unir-se à ofensiva saudita contra os Huthis

Trump admite unir-se à ofensiva saudita contra os Huthis

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu juntar-se à coligação liderada pela Arábia Saudita contra os Huthis, aliados do Irão no Iémen, e espera tomar uma decisão “muito rapidamente”.

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10/10/2026
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Lusa

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu hoje juntar-se à coligação liderada pela Arábia Saudita contra os rebeldes Huthis, aliados do Irão no Iémen, referindo que espera tomar uma decisão “muito rapidamente”.

 

O líder norte-americano falava em reação ao ataque hoje dirigido contra o aeroporto de Riade, provocando dezenas de feridos, alguns em estado grave, e que fonte diplomática disse à agência France Presse (AFP) ter sido executado com um míssil dos Huthis às 15:00 locais (13:00 em Lisboa).

“É possível. Vamos analisar a situação. Acabámos de saber deste recente ataque, por isso tomaremos uma decisão. Estamos a agir muito rapidamente”, declarou Trump quando foi questionado pelos jornalistas na Casa Branca.

Anteriormente, o Presidente norte-americano tinha rejeitado pedidos do príncipe herdeiro saudita e do Governo internacionalmente reconhecido do Iémen para que Washington se juntassem à coligação internacional liderada por Riade para conter os avanços militares dos Huthis nas últimas semanas no Iémen.

No primeiro pronunciamento de Riade sobre numerosos relatos de um ataque contra o Aeroporto Rei Khalid, a Autoridade de Aviação civil saudita confirmou a existência de “vários feridos”, cujo número ainda está a ser contabilizado.

As operações foram temporariamente suspensas até que os danos sejam avaliados e a segurança das instalações esteja verificada, acrescentou a entidade.

Os Huthis ainda não se pronunciaram, depois de terem reivindicado ataques anteriores contra a Arábia Saudita e imposto um bloqueio naval aos navios do reino árabe, maior exportador mundial de crude, desde julho no Mar Vermelho.

Fonte médica citada pela agência noticiosa francesa indicou que “dezenas de pessoas ficaram feridas no ataque de hoje, na maioria cidadãos sauditas”, das quais cinco estavam em estado grave e foram levadas de helicóptero para unidades de cuidados intensivos.

Posteriormente, fonte clínica em Riade disse à AFP que “os médicos estão a ser chamados aos hospitais” da capital saudita.

A Embaixada dos Estados Unidos na Arábia Saudita afirmou que “está ciente” do ataque hoje realizado contra o aeroporto de Riade e recomendou aos cidadãos norte-americanos que evitem aquela área.

Várias outras embaixadas ocidentais aconselharam o seu pessoal a evitar durante uma semana o aeroporto de Riade, indicou à AFP um diplomata na capital saudita.

A Embaixada da França já tinha pedido na sexta-feira aos seus cidadãos que tomem “extrema cautela” na Arábia Saudita devido aos “ataques dos Huthis nos últimos dias”.

Riade anunciou hoje uma “operação em grande escala” da coligação que lidera contra os Huthis, visando “os efetivos e as capacidades” dos rebeldes, ao mesmo tempo que apoia o exército do Governo internacionalmente reconhecido no Iémen.

A contraofensiva ocorre após avanços militares dos Huthis no oeste do Iémen, permitindo o controlo de vastas áreas do Mar Vermelho e do estreito de Bab el-Mandeb.

Esta passagem estratégica de acesso ao Canal do Suez tem servido de alternativa ao estreito de Ormuz, que se encontra sob bloqueio do Irão desde o início da ofensiva dos Estados Unidos e Israel, em 28 de fevereiro, contra a República Islâmica.

Após anos de relativa calma na guerra civil no Iémen, a frágil trégua acordada em 2022 entrou em colapso em julho, quando os Huthis desafiaram o controlo de Riade sobre o espaço aéreo iemenita, permitindo a aterragem de um avião com representantes iranianos em Sanaa.

Os Huthis integram o chamado eixo da resistência, formado por grupos políticos e armados apoiados pelo Irão, ao lado do Hamas na Palestina, o Hezbollah no Líbano e milícias xiitas no Iraque.

Entre 2023 e 2025, atacaram navios comerciais no Golfo de Aden e Mar Vermelho, como forma de apoio ao Hamas na guerra com Israel na Faixa de Gaza.

Em 2024, os Estados Unidos lideraram uma coligação internacional contra os Huthis, em resposta às ameaças dos rebeldes naquela região vital para o comércio global.

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