O Presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, afirmou que as dificuldades de transporte público nas eleições estão a ser corrigidas, como em Salvador e São Paulo.
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25/10/2026
por
Lusa
O Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou hoje que a dificuldade de transporte público por autocarro registada em algumas cidades brasileiras “está sendo corrigida”, a exemplo de Salvador e São Paulo.
“De facto, em alguns locais há dificuldade ainda de transportes, que está sendo corrigida”, afirmou durante a conferência de imprensa em Brasília, ao apresentar o primeiro balanço das primeiras horas de votação da segunda volta.
No entanto, não respondeu quando questionado se o TSE avalia estender o horário de votação, que termina às 17:00, no horário de Brasília, para contemplar os eleitores prejudicados com a falta de transporte público.
Na cidade de São Paulo, cujo autarca, Ricardo Nunes, é de um partido de oposição a Lula da Silva (PT), a Justiça Eleitoral determinou que o poder público local oferte 100% da frota de autocarros em operação.
O Partido dos Trabalhadores (PT), de Lula da Silva, acionou a Justiça e pediu prisão do secretário de Mobilidade Urbana e Transporte de São Paulo, Celso Jorge Caldeira, pela falta dos autocarros.
Em Salvador, a Justiça Eleitoral do Estado da Baía determinou a prisão do secretário de mobilidade da cidade, Paulo Souza, após 75 autocarros do transporte público terem sido impedidos de sair por possuírem autocolantes com referência à candidatura de Lula da Silva.
A imprensa brasileira tem reportado ainda que moradores de várias outras cidades do país têm reclamado da baixa oferta de autocarros e de longas filas de espera pelo transporte público.
Ainda na conferência de imprensa, o presidente do TSE evitou falar sobre possibilidade de haver uma terceira volta nas eleições, e disse que terão resposta as ações das campanhas de Lula e Flávio, em que ambas pedem anulação da candidatura um do outro por supostos abusos eleitorais.
“É uma tradição da Justiça eleitoral brasileira a judicialização. Faz parte da cultura jurídica a judicialização. E as demandas que vieram ao tribunal, todas obterão as respetivas respostas”, declarou.
“A Justiça Eleitoral deve se debruçar, sim, sobre essas demandas. Em relação ao que isso pode provocar, eu gosto de dizer que cada agonia ao seu tempo. A agonia de hoje é entregarmos uma eleição segura, pacífica e transparente”.

