Na passada segunda-feira, uma turista sueca foi atingida por uma bala perdida na sequência de um desacato entre dois grupos que se dedicavam à venda de louro prensado. Na origem do disparo está uma discussão entre o atirador e um outro homem, também conhecido das autoridades.
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15/08/2026
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Notícias ao Minuto
A turista sueca baleada na Baixa de Lisboa, na passada segunda-feira, teve alta hospitalar no dia seguinte, a 11 de agosto, e já terá regressado ao país de origem.
De acordo com a SIC Notícias, a bala ficou alojada numa zona do abdómen, o que não representa perigo, e, por isso, a turista decidiu regressar ao seu país, onde será submetida a um procedimento para extrair a bala.
Recorde-se que o suspeito foi detido na terça-feira, mas porque pendia sobre ele um mandado de detenção por violência doméstica. Acabou por sair em liberdade com a medida de coação de apresentações bissemanais depois de ter sido ouvido em tribunal.
Na altura, o presidente da autarquia considerou “inaceitável” a libertação do suspeito.
“É inaceitável esta decisão! Além do exemplo socialmente reprovável que se transmite, é também um sinal de falta de autoridade para as nossas forças de segurança”, escreveu Carlos Moedas na rede social X.
E acrescentou: “Como presidente da capital de Portugal, repudio em absoluto terem libertado um criminoso! Não é só a imagem de Lisboa que fica em causa. É a imagem de Portugal!”.
De recordar que, na segunda-feira, uma turista sueca, de 42 anos, que comprava pastéis de nata numa pastelaria na Rua Augusta, foi baleada no abdómen e transportada pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) para o Hospital de São José.
Na origem do disparo está uma discussão entre o atirador e um outro homem, também conhecido das autoridades. A certa altura, o homem terá puxado de uma pistola de pequeno calibre e efetuou um disparo na direção do rival. Mas falhou.
Baixa de Lisboa pede videovigilância
A Associação de Dinamização da Baixa Pombalina (ADBP) reforçou o alerta para a insegurança na Baixa de Lisboa e exigiu o aumento do policiamento e a implementação de videovigilância, após uma turista ter sido baleada.
“AADBP vem, uma vez mais, manifestar a sua profunda preocupação com o crescente sentimento de insegurança vivido diariamente na Baixa de Lisboa”, afirmou a associação de comerciantes desta zona turística da capital, numa carta aberta dirigida ao ministro da Administração Interna, Luís Neves, e ao presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas (PSD).
A carta aberta da ADBP surge na sequência do incidente que ocorreu na segunda-feira na Baixa de Lisboa, onde uma turista sueca foi atingida por uma bala perdida na sequência de um desacato entre dois grupos que se dedicavam à venda de louro prensado.
MAI anuncia reforço policial nas zonas mais turísticas
No seguimento do caso, o Ministério da Administração Interna (MAI) anunciou esta terça-feira que a resposta policial nas zonas de maior concentração turística de Lisboa vai ser reforçada.
A tutela lembra que desde junho tem reforçado os meios policiais em “zonas de elevada concentração turística de Lisboa” e que este “dispositivo será mantido e ajustado em função da avaliação permanente da situação, dos locais, horários e fenómenos criminais identificados”.
Já a Câmara Municipal de Lisboa “reforçará igualmente, através da Polícia Municipal e dos serviços competentes, a fiscalização das atividades comerciais ilícitas e irregulares nestas zonas, designadamente das que contribuem para a degradação e utilização indevida do espaço público”.

