As notas do jogo entre Portugal e Noruega, que terminou com uma vitória lusa para carimbar o apuramento para os quartos de final da Liga das Nações, em pleno Estádio do Dragão
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05/10/2026
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A seleção nacional portuguesa está apurada para a fase a eliminar da Liga das Nações, depois de uma vitória muito complicada frente à Noruega, onde foi precisa uma reviravolta no marcador para sair do Estádio do Dragão com os três pontos no bolso, nesta noite de domingo.
Kristoffer Ajer deu o primeiro golpe do encontro, após se ter ‘esquecido’ que não era um avançado e ter feito um excelente golo que muitos pontas de lança sonham em fazer.
No entanto, como português vê e faz melhor, João Cancelo demorou cerca de 120 segundos a responder… com uma obra de arte ainda mais bonita, ao aproveitar o lançamento longo de Nuno Mendes e, sem que a bola caísse no chão, rematou em ‘volley’ para o ângulo superior esquerdo da baliza norueguesa e quase rompia as redes tal a violência do remate.
Vitinha ia sendo um dos mais influentes na ligação de defesa-ataque na partida de Portugal, lançando vários contra-ataques e encontrando passes que mais ninguém via para os seus colegas de seleção, e foi mesmo dos seus pés que o golo da vitória foi orquestrado.
O ‘maestro’ do Paris Saint-Germain acabou por conseguir encontrar João Félix com um passe cheio de magia, antes do goleador de serviço desta pausa de seleções encontrar, à ‘boca’ da baliza, Gonçalo Ramos, que apesar de quase se ter enganado, conseguiu mesmo marcar o 2-1 final.
O que mais importa é, realmente, o facto de que Portugal conseguiu assegurar a passagem aos quartos de final com duas jornadas para o fim da fase de grupos, podendo abrir novas portas para a convocatória de Jorge Jesus nos dois encontros de novembro.
Mas vamos às notas do jogo.
Figura
Não sabemos se Vitinha é um mestre da culinária, mas que é um mestre no meio-campo de Portugal, disso não temos dúvidas. Com um jogador mais defensivo ao seu lado, permite que haja muito mais liberdade para criar (e criar bem!).
O golo da vitória é reflexo disso mesmo, já que cerca de 70% da razão pela qual Gonçalo Ramos marca é da autoria do médio do Paris Saint-Germain. Uma exibição de classe pura do camisola 23 da seleção nacional.
Surpresa
Gonçalo Inácio não parece contar de todo no primeiro plano da seleção nacional, mas ao que parece, há uma boa razão para que isso aconteça. Isto porque Renato Veiga tomou o lugar à esquerda do eixo defensivo e da dupla com Rùben Dias como seu e, daqui para a frente, só tem mais margem para continuar nessa posição, ao anular por completo Erling Haaland, com quem ficou em marcação individual no Dragão.
Desilusão
Foi um dia ‘não’ para Francisco Conceição, que parecia querer, mais do que tudo, voltar à sua casa-mãe com um golo, mas acabou por fazer tudo… menos isso. O extremo formado no FC Porto acabou por manchar uma exibição, que não foi nada de especial, com um momento de infantilidade (e algum rigor excessivo do árbitro da partida) ao levar dois cartões amarelos no espaço de… dois segundos.
Treinadores
Jorge Jesus
Foi uma abordagem algo incoerente com o que tem vindo a demonstrar ao longo deste início ao leme da seleção. A aposta em Francisco Conceição fazia todo o sentido em termos sentimentais, mas a verdade é que vinha de lesão e não deu nada de novo à equipa das quinas, principalmente quando tinha Rafael Leão ou mesmo Trincão como alternativas.
Acabou por ter alguma sorte pelo facto de o golo da vitória ter surgido quando surgiu, uma vez que as alterações poderiam ter saído como um tiro ao lado caso um golo não aparecesse depois das mesmas.
Stale Solbakken
Não criou tantas dificuldades como criou no jogo em Oslo, mas continua a ter nas suas mãos uma seleção completamente capaz de fazer frente às equipas do topo da Europa. Ainda assim, falta algum leme mais firme para que as ideias sejam mais positivas, nomeadamente numa linha de pressão mais elevada e não ficar a ver jogar o adversário.
Arbitragem
Maurizio Mariani teve algo tremido desde o início ao fim da partida, com um lance que deveria ter sido analisado pelo VAR logo aos quatro minutos, quando Schjelderup coloca Nuno Mendes a sangrar e às portas de ficar sem sentidos em pleno relvado – algo que não motivou a paragem do encontro, tal como mandam as regras.
Após isso, algumas faltas com os braços de Haaland ficaram por marcar, mas a cereja no fundo do bolo foi mesmo a expulsão ridícula de Francisco Conceição, que não faltou ao respeito ao árbitro, que reagiu como se da tropa se tratasse.

