O líder do Chega, André Ventura, considerou esta quarta-feira que o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, “vai fazer de tudo para defender a podridão do sistema político” em Portugal, na sequência do chumbo do requerimento do partido para a constituição de uma Comissão Parlamentar de Inquérito a Luís Neves.
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16/09/2026
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O líder do Chega, André Ventura, considerou esta quarta-feira que o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, “vai fazer de tudo para defender a podridão do sistema político” em Portugal, na sequência do chumbo do requerimento do partido para a constituição de uma Comissão Parlamentar de Inquérito a Luís Neves.
“Hoje, o presidente da Assembleia da República entrou no rol daqueles que continuam a defender – e que vai fazer de tudo para defender – a podridão do sistema político em que vivemos e podridão do sistema institucional que está instalada em Portugal”, acusou André Ventura durante uma conferência de imprensa, na Assembleia da República.
Para o líder do Chega, “a atitude que Aguiar-Branco tem tido para evitar uma Comissão Parlamentar de Inquérito a Luís Neves degrada ainda mais as instituições”, uma vez que “levanta a suspeita de que a própria Assembleia da República está sequestrada com medo de investigar o que tem de investigar”.
“Esta não é uma atitude de natureza técnica, esta é uma atitude de contenção política de danos. Esta não é uma atitude de compreensão ou de aplicação da lei, esta é uma atitude de proteção de amigos ou de interesses partidários. É essa a verdade”, atirou.
Sublinhe-se que o presidente da Assembleia da República rejeitou admitir a segunda versão do requerimento do Chega para a constituição de uma CPI sobre a atuação do ministro da Administração Interna, Luís Neves, enquanto diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ).
Em sentido contrário, José Pedro Aguiar-Branco admitiu o requerimento do deputado do JPP (Juntos Pelo Povo), Filipe Sousa, para a constituição de uma comissão de inquérito parlamentar sobre o mesmo tema. Porém, o requerimento do JPP, ao contrário da iniciativa do Chega, não tem caráter potestativo, sendo a sua aprovação sujeita a votação em plenário.
[Notícia em atualização]
